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2ª edição da Mostra Claudete Pereira Jorge começa em Curitiba no dia 8 de outubro

Ao todo, serão nove espetáculos durante a intensa programação dedicada à produção artística curitibana, de 08 a 28 de outubro no, Teatro Novelas Curitibanas.

"Alexandria 8836BR" | Foto: Elenize Dezgeniski

A 2ª edição da Mostra Claudete Pereira Jorge já tem data para acontecer. Entre os dias 08 e 28 de outubro, o palco e o hall do Teatro Novelas Curitibanas - Claudete Pereira Jorge — nome batizado em homenagem à atriz —, recebem mais de quinze atrações infantis e adultas, todas com entrada franca. A programação inclui nove espetáculos, além de pockets shows e ações paralelas.


A abertura, que será no final de semana do dia 08 de outubro, fica por conta dos espetáculos “A memória é uma ilha de edição”, com Arthur Augustus e Igor Kierke, para o público adulto, e “Karingana Ua Karingana! - Histórias de Áfricas”, do Grupo Baquetá, que educa e diverte o público infantil.


Nos dias 13 e 14, é a vez do Grupo P.U.T.O entrar em cena com “Alexandria 8836BR”, para o público adulto. Nos dias 15 e 16, tem sessão em dobro com o “Os Reis do Ringue” e “Caça às Bruxas”, dos coletivos drags Kings Of The Night e PsicoDrags, também para o público adulto.


"CAÇA ÀS BRUXAS + O REI DO RINGUE" | Foto: Monica Lachman

A programação segue nos dias 20 e 21 de outubro, com “Tropeço”, para todos os públicos, da Tato Criação Cênica. Já o final de semana dos dias 22 e 23 recebe “Carmela, Caramelo e Remela”, da Arto Companhia de Teatro, na programação infantil, e “O Arquipélago”, da Súbita Companhia de Teatro para o público adulto. Nos dias 26 e 27, tem “Trava Bruta”, com a atriz Leonarda Glück, para o público adulto. Para fechar a Mostra, tem “Cabaret Tarot” e “Um bailinho perdido”, no dia 28, para o público adulto, com a Selvática Ações Artísticas. Uma apresentação de cada espetáculo contará com interpretação simultânea em Libras.


A Mostra reúne, ainda, cinco pocket shows (Klüber no dia 14, Daniel Montelles no dia 20, Yoná Masullo e Claudemir Franco no dia 21, Chico Paes no dia 22 e Stéfano Belo no dia 28), duas exposições com visitação permanente (“Clau” e “Entrelaços Encena - Meu coração é um espetáculo”), duas aberturas de processo (“O Barco”, no dia 12, e “Dito”, no dia 19), além do manifesto “Até quando?”, no dia 14, e as performances “Dentro do Peito uma Bomba”, no dia 16, e “rádiO atalalaiA - O Amor Está no Ar” no dia 23.


A programação também oferece quatro oficinas gratuitas para artistas e público interessado: “Introdução ao teatro para surdas e surdos”, com Catharine Moreira e Helena de Jorge Portela, “Criação autoral”, com Maíra Lour, “O corpo e a voz”, com Katia Drumond e “Cabaré jogo ferida obra aberta”, com Ricardo Nolasco.


O evento, realizado pela Cia. Fluctissonante, NBP Produções e Pomeiro Gestão Cultural, reúne uma intensa programação gratuita, com produções consagradas ou que estão em destaque na cena curitibana, de modo a democratizar o acesso à cultura da população. A primeira edição aconteceu nos meses de junho e julho de 2019 e apresentou um breve recorte da produção artística em voga na época.


O intuito da Mostra é celebrar e homenagear a vida e a obra da premiada atriz Claudete Pereira Jorge. A atriz e idealizadora da Mostra, Helena de Jorge Portela, que também é filha de Claudete, conta sobre a experiência de homenagear a mãe promovendo o que ela mais gostava de fazer, no Teatro batizado em homenagem à ela.

“A ideia é realizar uma Mostra diversa e plural, que, reunindo tanta gente espetacular, homenageia, celebra e eterniza o nome de uma artista tão importante para a história do teatro como Claudete Pereira Jorge”, declara.

PROJETO REALIZADO COM RECURSOS DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA.

Sobre Claudete Pereira Jorge Claudete Pereira Jorge nasceu em Ponta Grossa em 1954. Com 20 anos, recém chegada em Cascavel, foi convidada, para substituir uma atriz que havia faltado em um ensaio. Pronto! Foi o que bastou para que daquele dia em diante, além de substituir a faltosa em definitivo, demonstrasse o talento nato para o teatro. Desde o início da carreira integrou a NBP Produções, atuando e dirigindo em diversas montagens ao longo de 20 anos. Paralelamente, esteve em diversos espetáculos curitibanos.


Com a direção de Manuel Carlos Karan em “O Cavalo Branco De Napoleão”, de Antônio Carlos Kraide em “Curitiba Velha de Guerra” e “A Dama de Copas e o Rei de Cuba”; de Oraci Gemba em “Zumbi”, “Via Cruscis” e “O Cerco da Lapa” e Felipe Hirsch em “Por um Novo incêndio Romântico”; Marcelo Marchioro com “Pequenos Assassinatos”, “Lulu”, “Medéia”, “À Grega” e “Pico na Veia”, sendo que por estes dois últimos ganhou o Troféu Gralha Azul de Melhor Atriz.


Claudete Pereira Jorge integrou, se tornou grande amiga do diretor Ademar Guerra e sob a sua direção atuou em “Noite na Taverna”, “Colônia Cecilia”, entre outras peças. Em comemoração aos 50 anos do Teatro Guaíra, sob a direção de Octavio Camargo, atuou em “Leminski – A justa razão aqui delira” e “Catatau”. Além de Curitiba , São Paulo e Rio de Janeiro, à convite da primeira Bienal de Arte Contemporânea de Tessalônik na Grecia, com o Canto I da Ilíada de Homero foi apresentar em Atenas, Berlim, Skopje, Amsterdam, sem saber uma palavra em Alemão e muito menos em Grego. Em Curitiba, esteve junto a grupo como a Cia. Fluctissonante, a Selvática Ações Artísticas, a Minha Nossa, Tamanduá Produções, TCP, CiaIliadaHomero, entre outras.


Claudete Pereira Jorge, atuou em muitos outros espetáculos, com outros tantos diretores e com os melhores atores e atrizes de Curitiba em teatro e cinema e nos deixou desde 2016, um legado incalculável, que merece ser respeitado, lembrado e aplaudido pelas futuras gerações das artes cênicas do Brasil.

SERVIÇO

2ª Mostra Claudete Pereira Jorge De 08 a 28 de outubro de 2022 No Teatro Novelas Curitibanas - Claudete Pereira Jorge Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1.222 - São Francisco, Curitiba Entrada gratuita - distribuição de ingressos uma hora antes de cada apresentação.

Mais informações no Instagram da Mostra: https://www.instagram.com/mostraclaudete/

TEATRO PARA ADULTOS

A MEMÓRIA É UMA ILHA DE EDIÇÃO 8 e 9/out I 20h00 I Arthur Augustus + Igor Kierke I 16 anos SINOPSE: O espetáculo tem em seu DNA a marginalidade e a transcendência: surge sobre a divindade muito humana, como uma flor no lixão. Livremente inspirada nos textos do poeta Wally Salomão - muitos deles escritos no presídio - e em pilares como Augusto Boal e Glauber Rocha, a peça une o teatro e a performance. “A memória é uma ilha de edição [...] O indesejado das gentes entrou enfim na cidade. [...] A cidade é uma nebulosa de sonho. [...] Viajar, para que e para onde, se a gente se torna mais infeliz quando retorna? [...] Onirismo miserável. [...] Experimentar o experimental. [...]”


ALEXANDRIA 8836BR 13 e 14/out I 20h00 I Grupo P.U.T.O I 16 anos SINOPSE: Quais as chances de se evitar uma tragédia anunciada? O que se espera do futuro que se constrói nesse presente caótico? De que serve um artista no meio de tudo isso? Essas (e algumas outras) questões conduziram o processo de criação que metaforiza o Brasil pandêmico e pandemônico para ALEXANDRIA 8836BR: Uma nave. Uma arca. Uma biblioteca. Um bunker. Uma cápsula do tempo. Uma tentativa de salvar a humanidade, de antemão frustrada, por não conseguir precisar o que “humanidade” significa.


O REI DO RINGUE + CAÇA ÀS BRUXAS 15 e 16/out I 20h00 I Kings Of The Night + PsicoDrags I 18 anos SINOPSE: Essa minimostra reúne os trabalhos 'Caça às bruxas', das Psicodrags, e 'O rei do ringue', dos Kings of the night, coletivos com base em Curitiba que partem do transformismo e do burlesco, com humor, crítica, acidez e com uma relação direta e dinâmica com o público, típica do formato cabaré. "Caça às bruxas" (2019) reúne números e performances musicais, teatrais, burlescas e de dublagem, tendo como foco as bruxas, não só as bruxas do imaginário europeu, mas a bruxa como a figura que tem o potencial de ser perseguida e de segurar o tranco. Já "O rei do ringue", traz paródias da masculinidade, recriando em um espaço cultural um dos lugares considerados mais masculinos na nossa sociedade: um ringue de luta. Nesse ringue surgem as personalidades totalmente diversas de cada king, debochadas, irônicas, filosóficas, absurdas.

*O Rei do Ringue será apresentado no dia 15 e Caça às Bruxas será apresentado no dia 16.


TROPEÇO 20 e 21/out I 20h00 I Tato Criação Cênica I 14 anos SINOPSE: Tropeço trata das relações humanas ao mesmo tempo em que fala da solidão. O espetáculo traz à cena a relação de duas personagens em seu cotidiano de vida em comum. A partir da linguagem da animação corporal, cria-se um mundo onde dois atores manipuladores e suas mãos dão vida a duas velhas que moram juntas. Partindo da costumeira visão que temos da velhice mostra-se sua solidão e as pequenas ações rotineiras num universo de sutileza e extravagância, poesia e comicidade em mãos que andam, dançam, bebem, respiram, riem e choram.


O ARQUIPÉLAGO 22 e 23/out I 20h00 I Súbita Companhia de Teatro I 14 Anos SINOPSE: O solo do ator Pablito Kucarz, leva a cena a história de sua mãe. Uma mulher comum, como diversas outras mães que abandonaram sua casa muito jovens para trabalhar na cidade grande. Também se permite questionar esta história quando, em busca de sua própria identidade, se confronta com temas como preconceito, bullying, machismo e violência. Com tom suave, a narrativa tem ares de fábula pessoal ao lançar mãos de metáforas poderosas: a família que é um arquipélago, juntos porém separados pela água salgada; o garoto mariposa, agredido por ser diferente dos outros garotos; a pedra lançada como um projétil que, ao invés de ferir, prefere dançar.


TRAVA BRUTA 26 e 27/out I 20h00 I Leonarda Glück + Pomeiro Gestão Cultural I 18 Anos SINOPSE: Partindo de sua experiência transexual, Leonarda Glück apresenta um manifesto cênico que propõe uma ponte e também um contraponto entre o contexto artístico e a atual conjuntura política e social do Brasil no campo da sexualidade. Sozinha em cena, a atriz e dramaturga discute a relação da cultura com a transexualidade, discorre sobre como é ser uma artista trans no país de hoje e de que forma a sociedade reage a um corpo que provoca, a um só tempo, repulsa e desejo. Para tanto, o espetáculo busca tensões entre a ficção e a realidade, costurando diversas camadas de artificialidade, como videoprojeções, efeitos sonoros, filtros de redes sociais (que modificam a aparência da atriz) e artifícios de figurino, que ora revelam, ora ocultam. São recursos que vão sendo destruídos e desconstruídos ao longo da narrativa, num constante questionamento sobre quais ficções são permitidas e quais diversidades são aceitas.


CABARET TAROT + UM BAILINHO PERDIDO 28/out I 20h00 I Selvática Ações Artísticas I 18 anos SINOPSE: Pés marcados no cimento quase duro de uma política mercado imobiliário de revitalização. No corpo do performer entrelaçam-se mitologias, memórias, percursos, vidas, acontecimentos. É um recipiente alquímico- encruzilhada- lápide sacrificial. Carta manifesto esquizo bruxaria rito jocoso carregada de sarcasmo e ironia. Espetáculo bufo. Tragédia pós e pré dramática. Opereta work in progress xamã. Ditirambo. Vida vagabunda, destino vadio, carne de carnaval.

GILDA É PURO JAZZ! Entre cartas, canções, memórias, fragmentos e cenas entramos juntes em um cabaret imaginário de evocação a Gilda: exercício radical de ficção e reconstrução da realidade. Cabaret tarot é um estudo do tarot através da prática do cabaré. O tarot é um cabaret de mesa.

TEATRO PARA CRIANÇAS

KARINGANA UA KARINGANA! - Histórias de Áfricas 8 e 9/out I 15h00 I Grupo Baquetá I Livre SINOPSE: Contar uma história é encontrar as sementes e puxar da raiz a nossa própria história. Essas são chamadas de karinganas em Moçambique, um dos 55 países do Continente Africano, e divertem e ensinam adultos e crianças. Para que a história comece, o contador grita: “Karingana ua Karingana?” E quem ouve, responde: “Karingana!”. As karinganas, contadas em roda, são ricas em ritmos, danças, cores e ancestralidade. De onde vem nossas raízes? Composto por contos de origem africana e afro-brasileira,o espetáculo traça uma rota de identificação com nossas raízes negras, a contribuição para a construção do país e herança cultural.


CARMELA, CARAMELO E REMELA 22 e 23/out I 15h00 I Arto Companhia de Teatro I Livre SINOPSE: Não existe melhor investigador no mundo que uma criança, seja de verdade ou de brincadeira. Nesse espírito de descobertas - Feijó, Cadu, Teteia e Babu - mergulham numa deliciosa aventura para decifrar um enigma de uma carta misteriosa. E que enigma! As crianças desvendam mais que apenas uma charada: caminham pela descoberta das próprias emoções, lembranças e reconhecem um talento precioso e essencial escondido no interior de cada uma delas. Inspirada no livro da poetisa Adélia Prado - Quando eu era Pequena, essa é uma jornada sobre as gostosuras da infância e a nossa essência mais rica: a habilidade de sermos poetas.


Informações: Thays Cristine

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