Buscar

Samba baiano com sotaque mineiro na Caixa Cultural


Pela primeira vez em Curitiba grupo mineiro Zé da Guiomar é a atração de julho do projeto Samba de Bamba na Caixa Cultural (Rua Conselheiro Laurindo, 280) na próxima terça-feira, dia 7, às 20 horas. O grupo tem 14 anos de estrada e três discos gravados, sendo que o último, Samba Feiticeiro, lançado em 2012, tem como foco o samba feito na Bahia. Assim o repertório do show é pautado nas músicas gravadas pelo grupo que traça um painel afetivo e sintomático do samba baiano, numa demonstração explícita da afinidade da música que se faz em Minas e na Bahia.

No palco da Caixa Cultural os sambistas mineiros vão apresentar ao público composições que vão do mestre buda nagô Dorival Caymmi ("Você Já Foi à Bahia?") ao jovem Dú Marques ("Samba Resposta"), sem esquecer nomes emblemáticos que qualquer especialista avaliza, como Batatinha ("Inventor do Trabalho", "Direito de Sambar"), Riachão ("Retrato da Bahia"), Roque Ferreira ("Águas Passadas"), Edil Pacheco ("Santo Amaro É Uma Flor", "Samba Feiticeiro", "Moça Morena Maria"), Nelson Rufino ("Fio de Esperança") e Walmir Lima (“Despedida”, “Quebra Mar”).

Os ingressos custam R$ 10 e R$ 5.

Sobre o grupo

Formado por Márcio Souza (vocal e violão), Valdênio (cavaquinho), Renato Carvalho (sax) e Totove Ladeira (percussão), e tendo como músicos convidados o trombonista Marcos Flávio e os percussionistas Alexandre Batista, Analu Braga e Rodrigo Martins, o Zé da Guiomar se transformou em um dos campeões de público da noite de Belo Horizonte. A fórmula: um instrumental eficiente, arranjos criativos e um repertório cuidadosamente escolhido, que mescla temas próprios e clássicos de várias épocas e tendências.

O Zé da Guiomar, que iniciou sua trajetória em 2000, tem como repertório o melhor do nosso samba com inserções na bossa nova. Foi um dos principais responsáveis pelo fortalecimento e renovação do samba na capital mineira. O grupo lançou no primeiro semestre de 2012 o CD Samba Feiticeiro, que é o terceiro capítulo de uma história fonográfica iniciada em 2005, com o disco homônimo, e que teve em O Samba Ta (2008), seu segundo ato. Os dois primeiros CDs se converteram em imediato sucesso de vendas para os padrões da cena independente e atualmente encontram-se esgotados.

Seja para ouvir com atenção às entrelinhas e brilhos ocultos, seja para servir de peça de resistência sonora de encontros animados e regados a líquidos e papos animadores, o Zé da Guiomar traz a simplicidade das idéias eficientes.

Rodrigo Browne


0 visualização