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Bernardo Bravo lança novo álbum, dia 17, no Teatro Paiol


Depois de um disco em que explorava voz e piano, o músico carioca radicado em Curitiba Bernardo Bravo resolveu apostar em uma sonoridade mais pesada em seu novo álbum, batizado de Coyoh. O artista apresenta o resultado ao público pela primeira vez em show no Teatro do Paiol, no dia 17 de junho (sexta-feira). Os ingressos custam R$ 10 e R$ 5.

O novo trabalho conta com uma banda de apoio com guitarra, baixo, bateria, teclado e sanfona. Gravado entre janeiro e abril de 2016, o material foi produzido e mixado por Du Gomide, que também participa como guitarrista. Com exceção de duas parcerias, todas as músicas são composições de Bernardo, que vem trabalhando no repertório nos últimos três anos.

Coyoh sucede Arlequim, álbum lançado em 2013 em que a voz de Bernardo era acompanhada apenas por um piano. Enquanto as referências visuais da arte da capa e dos shows remetiam ao personagem carnavalesco, o novo trabalho vem recheado de um visual japonês retrô.

“Eu resolvi flertar com um novo processo de composição, mais simples e direto, sem tanto lirismo como no Arlequim. Na hora de arranjar as faixas, optei por referências de rock, post-rock e noise. As letras estão com um conteúdo às vezes cínico, às vezes erótico. Por conta disso, cheguei na Shunga, que é uma arte erótica japonesa muito comum nos séculos XVII, XVIII e XIX”, explica Bernardo.

Bernardo se considera um fazedor de discos interessado em ampliar as fronteiras sonoras. “Cada álbum meu será sempre um passo novo dentro de uma mescla nova de sons. Curto esse lance de se reinventar enquanto artista. Senti uma vontade natural de mergulhar em um universo mais pop e mais barulhento. Até aprendi a tocar guitarra e mexer com softwares por conta disso”, revela o músico.

O nome, Coyoh, tem a ver com esse processo. “É uma palavra que significa esporro (bronca) e idiota ao mesmo tempo. Ela carrega bastante do cinismo que eu quero transmitir”, comenta.

No palco, Bernardo estará acompanhado por Du Gomide na guitarra, Rodrigo Chavez no baixo, Denis Mariano na bateria e Marc Olaf nas teclas.


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