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Exposição de pinturas, de Marco Giacomelli, abre dia 17 de junho no MuMA


O artista multimídia florianopolitano Marco Giacomelli retorna a Curitiba esta semana para mostrar suas novas criações. É a exposição "Sobre Águas", uma experiência para o público perceber a relação da água, como força dinâmica da vida, com a pintura. A curadoria é assinada por Scott MacLeay e a mostra é composta por imagens, vídeos e áudios.

“Sobre Águas” é um projeto iniciado pela coleção de impressões visuais do ambiente marítimo, combinadas e justapostas no intuito de abrir um diálogo sobre suas experiências neste universo. Natural da Ilha de Santa Catarina e apaixonado pelo surf, o universo marítimo ocupa um papel central em sua vida artística de Marco. Os trabalhos ficam em cartaz no MuMA (Museu Municipal de Arte - Sala Domício Pedroso - Av. República Argentina, 3430) de 17 de junho a 14 de agosto.

ÁGUA E MAR

Navegando por duas semanas pelo oceano indico, Marco registrou compulsivamente a deslumbrante variação da gama tonal com o efeito do sol refletindo nos movimentos da água. As mais de duas mil imagens coletadas foram o inicio de uma jornada de 2 anos e meio de exploração conceitual e uma investigação sobre como melhor comunicar seus pensamentos e sentimentos sobre as experiências vividas na relação de vida com o mar. “Sobre Águas” é o resultado de comunicar via processo em vez de conteúdo representativo.

“Eu tiro a natureza do contexto original. Se visualizar a imagem sozinha é água em movimento, mas quando faço justaposição formo outra imagem e aí começa um diálogo”, diz o artista. “Ao observar três sequências de imagens fica evidente a desconstrução”, completa ele, avaliando que a fotografia é simplesmente um veículo para o estudo de um processo de criação. “Meu projeto é uma maneira diferente de retratar a natureza, não como eu a vejo, mas como a sinto”.

Marco registra natureza há tempos e esta relação com a fotografia é uma forma de se entender. “Tem muita psicologia aí”, comenta o artista que até 2009 só fazia retratos. “Tinha a ver com uma questão de entender, eu gostava de fotografar o que não conhecia”. Primeiro, investigou o universo de grandes formatos analógicos e mergulhou nos processos técnicos. Conquistado o domínio de laboratório, partiu para promover a fragmentação e justaposição de imagens. “A busca não é mais técnica, mas a técnica auxilia nessa busca psicológica de desconstrução”, aponta.

Para MacLeay, “é uma experiência verdadeiramente única, porque combina uma inocência quase infantil com a sofisticação conceitual cosmopolita de um cidadão do mundo”. Para o curador, é difícil falar do conteúdo no sentido tradicional. “Quando se discute as criações de Marco Giacomelli, vê-se que o processo é o seu conteúdo. E eles são indistinguíveis”, pondera.

Para ele, Giacomelli é um "explorador cromático", cujas abstrações investigam e revelam o lado oculto de cenas do cotidiano e de situações que o cercam toda a sua vida. "Marco não está preocupado em comunicar mensagens nem em fazer belas imagens. Ele está literalmente obcecado em expressar a ambiguidade da sua relação muito pessoal com a natureza e em expressar as sensações que tais experiências provocam”, pondera MacLeay. “Seu processo é uma maneira generosa de compartilhar suas experiências com o publico”, finaliza.

VISITA GUIADA

No dia 18 de junho, das 10 às 12h haverá uma visita guiada seguida de conversa com o artista e o curador. A atividade é gratuita e as inscrições devem ser feitas pelo e-mail ecm2@ecm2art.com.


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