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Festival de Cinema da Bienal Internacional de Curitiba vai até dia 28


A edição 2016 do Festival de Cinema da Bienal Internacional de Curitiba (FICBIC) que começa nesta quinta-feira (20) reúne, na mostra Panorama Brasileiro, seis longas-metragens que representam não apenas a diversidade estilística, mas também temática da produção nacional contemporânea. A curadoria buscou selecionar obras autorais de cineastas de várias gerações – de veteranos, como Ruy Guerra, Domingos de Oliveira e Júlio Bressane, a jovens realizadores, como Eryk Rocha, Guilherme Weber e Thiago B. Mendonça.

Vencedor em 2016 do Festival de Cinema de Gramado, dos prêmios de melhor filme, direção e trilha sonora, Barata Ribeiro 716 (foto), é o 18º longa-metragem de Domingos de Oliveira, às vésperas de completar 60 anos de uma carreira que inclui o clássico Todas as Mulheres do Mundo (1966). Seu mais recente trabalho é uma obra autobiográfica, protagonizada por Felipe (Caio Blat), aspirante a escritor e espécie de alter ego do próprio cineasta, que transforma em ficção episódios de sua juventude no Rio de Janeiro da década de 1960, até o Golpe Militar de 64. O longa retrata a efervescente cena cultural da época, tempos de Bossa Nova e Cinema Novo.

Contemporâneo de Oliveira, e um dos autores mais inquietos e provocadores do cinema brasileiro, Júlio Bressane traz ao FICBIC seu mais recente longa-metragem, Beduíno, (foto) selecionado para as mostras competitivas dos festivais de Locarno (Suíça) e Brasília. O filme é estrelado por Alessandra Negrini e Fernando Eiras, que interpretam um casal de dramaturgos imersos em um cenário de luzes e sombras.

O terceiro veterano presente no Panorama Brasileiro é o moçambicano Ruy Guerra, um dos nomes mais importantes do Cinema Novo e diretor de clássicos como Os Cafajestes (1962) e Os Fuzis (1974). Será exibido no FICBIC seu mais recente longa-metragem, Quase Memória, vencedor do Prêmio Especial do Júri no Festival do Rio, em 2015 e Menção Especial do Júri dos Críticos Russos e Menção Especial da Federação dos Cineclubes Russos no 38.º Festival Internacional de Cinema de Moscou.

Também representante da nova geração, o curitibano Guilherme Weber, ator e diretor teatral, faz sua estreia como cineasta em Deserto, (foto acima) selecionado para a mostra competitiva do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Inspirado no romance Santa Maria do Circo, do escritor mexicano contemporâneo David Toscana, o longa-metragem parte da tradição do teatro saltimbanco para narrar a história de um grupo de artistas que viaja apresentando um espetáculo mambembe por todo o sertão nordestino. Cansados da vida de nômades, eles acabam decidindo se instalar em uma pequena cidade abandonada no interior da Paraíba, e ali fundar uma sociedade. O longa traz à frente do elenco o grande Lima Duarte.

Além dos filmes nacionais, ainda estão na programação produções em homenagem a Hector Babenco, e a filmes internacionais, como nos Circuitos: Alemão, Francês (foto abaixo), Japonês, Paraguaio.

Confira toda a programação no site do evento:

https://issuu.com/bienaldecuritiba/docs/guia_ficbic_web

Festival de Cinema da Bienal Internacional de Curitiba 2016

Data: 20 a 28 de outubro

Locais: Espaço Itaú de Cinema (Shopping Crystal), Cinemateca de Curitiba, Sesc Paço da Liberdade e Cine Guarani(Portão Cultural)

Ingressos: R$ 4, R$ 2 (meia) e gratuito

Patrocínio: Petrobras, BNDS e Itaipu Binacional

Co-patrocínio: Fecomércio-PR, Sesc, Master Brasil e M2 Sys

Realização: Ministério da Cultura e Secretaria de Estado do Paraná/Governo do Paraná


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