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Metá Metá volta a Curitiba


A banda paulista Metá Metá volta a se apresentar em Curitiba. O grupo faz show na Arnica Cultural no dia 22 de janeiro, domingo, com o repertório do elogiado álbum “MM3”, além de faixas de seus trabalhos anteriores. Este será o primeiro retorno dos músicos à capital paranaense após duas apresentações com ingressos esgotados em 2016.

Os ingressos custam R$ 60 e R$ 30 (meia). A Arnica Cultural fica na Rua Otelo Queirolo, 237, no bairro Bigorrilho, em Curitiba, PR

“MM3” foi lançado de surpresa em maio do ano passado. Após algumas apresentações no Brasil, o grupo logo partiu para uma longa turnê por vários países da Europa, onde receberam inúmeros elogios da imprensa especializada. Não à toa, o disco foi citado em diversas listas internacionais que reuniram os melhores lançamentos de 2016. Por aqui, além das tradicionais listas de fim de ano, a banda recebeu o prestigiado prêmio da APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte, como melhor disco do ano.

Essa será a primeira apresentação do Metá Metá em Curitiba fora do Teatro do Paiol. A banda, que vem à cidade frequentemente há alguns anos, sempre esteve no tradicional palco redondo do teatro. Dessa vez, o público curitibano poderá conferir o show de pé.

MM3

Em MM3, o Metá Metá apresenta um novo caminho, com fortes influências da África do Norte, de países como Marrocos, Etiópia, Niger e Mali. O disco foi gravado ao vivo durante em três dias e traz em sua sonoridade muita flexibilidade, dinâmica e improvisação, buscando ser fiel à sensação de êxtase, catarse e transe que o grupo transmite em seus shows.

A gravação conta com a colaboração dos músicos Marcelo Cabral (baixo) e Sergio Machado (bateria) na execução e criação dos arranjos, e apresenta canções em parcerias com compositores como Rodrigo Campos e Siba. As faixas foram mixadas por Gustavo Lenza e masterizado por Felipe Tichauer.

Trajetória

Metá Metá é o centro de uma cena musical na cidade de São Paulo, na qual artistas de um mesmo núcleo, como Romulo Fróes, Rodrigo Campos e Passo Torto, trabalham de forma colaborativa. Esse núcleo criativo lançou em cinco anos cerca de 30 discos, além de colaborar com artistas como Tony Allen, Criolo, Tom Zé e Elza Soares.

No primeiro disco, Metá Metá (2011), a banda mostrava um som minimalista, com poucos instrumentos, combinando polifonia e silêncio. No segundo álbum MetaL MetaL (2012), o grupo radicalizou a sonoridade e promoveu a interseção de vários elementos, como música brasileira, africana, latina, free jazz, punk rock e avant-garde. O álbum arrancou elogios de publicações como The Guardian, The Independent, Rolling Stone, The Wire, Les Inrockuptibles e Libération. O grupo passou por importante festivais europeus como Roskilde, Transmusicales e Mawazine.


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