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MESMAS COISAS estreia no mês de março


Baseado em obra inédita de Manoel Carlos Karam, o projeto realiza diversas ações e encontros em Curitiba. Em março e abril, estão programadas 14 apresentações em 4 espaços da cidade.

MESMAS COISAS foi baseado no livro homônimo e inédito de Manoel Carlos Karam.As apresentações se ramificam em quarto espaços de Curitiba, sendo: Centro Cultural SESI Heitor Stockler de França, Casa Hoffmann, Companhia Brasileira de Teatro e Apê da 13.

O projeto também propõe encontros com o público, num formato de "fronteiras borradas, onde cabe uma peça, uma serenata, uma performance, uma exposição, um filme, tudo isso numa espécie de quebra cabeças, um puzzle, uma farra", definem os organizadores.

Também em março, haverá o lançamento do site www.mesmascoisas.art.br, um espaço destinado à documentação do processo e às memórias do autor.

Luci Collin, escritora e professora doutora na UFPR, além de participar do projeto como testemunha ocular da história, vivenciando ensaios e interagindo com textos criados em tempo real, colabora ativamente na composição do conteúdo do site.

Esse projeto tem incentivo da Fundação Cultural de Curitba e Banco do Brasil, através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.

OS ARTISTAS

Michelle Pucci (atriz, cantora e idealizadora do projeto), Marc Olaf (músico), Nadja Naira (diretora e atriz), Luca Fischer (artista visual), Luci Collin (escritora), Cris Conde (figurinista), Beto Bruel (iluminador), Isadora Flores (diretora de produção), Mariana Freitas (produtora), Elisa Ribeiro (assistente de direção), Alan Raffo (cineasta), Paula Morais (fotógrafa), Fernando de Proença (assessoria de comunicação) e outras tantas pessoas que acompanham as ações e ensaios abertos movimentando diálogos sobre o processo, a criação e o autor.

Artistas reunidos com o objetivo de construção de uma teia de ações para além da sala de ensaio: intervenções nos muros da cidade; um roteiro de peça; um filme com roteiro do Karam; uma exposição de fotografias; uma serenata numa carroceria de caminhão de mudança etc. Tudo cabe no etc dizia o Karam. E, claro, a partir da relação entre essas diferentes mídias e integrando o projeto, a proposta também habita o mundo virtual das redes sociais (facebook, instagram, site) gerando conteúdos sobre o processo de trabalho.

SOBRE O KARAM

Nascido em 1947 em Rio do Sul (SC), mas radicado em Curitiba desde 1966, Manoel Carlos Karam era escritor, dramaturgo e jornalista, tendo trabalhado nos principais veículos de comunicação do Paraná, como TV Paranaense, TV Educativa, Gazeta do Povo, O Estado do Paraná, Rádio BandNews e também na Prefeitura de Curitiba.

Publicou diversos livros: “Fontes Murmurantes”, “O impostor no baile de máscaras”, “Comendo bolacha maria no dia de são nunca”, “Pescoço ladeado por parafusos”, “Encrenca”, “Sujeito Oculto”; e outros tantos foram publicados após sua morte em 2007: "Jornal da guerra contra os taedos", “Godot é uma árvore”, "Algum tempo depois" e "Um milhão de velas apagadas". Em 1995 recebeu, pela obra "Cebola", o Prêmio Cruz e Souza de Literatura.

Antes de se dedicar à literatura, nos anos 80, Karam escreveu e dirigiu peças de teatro como “O avião parte às 5”, “Urubu”, “Esquina de 7 de setembro com 31 de março” e “Doce Primavera”, na época em que esteve à frente do Grupo Margem, grupo de teatro experimental criado em 1973 e que teve como integrantes figuras importantes no cenário artístico da cidade como o iluminador Beto Bruel, o cartunista Luiz Antonio Solda, o jornalista Dante Mendonça, entre outros.

FOTO: PAULA MORAIS

SERVIÇO

10, 11 e 12 de Março de 2017, 19h

Centro Cultural Sesi Heitor Stockler de França

Av. Marechal Floriano Peixoto, 458 41 3322-2111

ENTRADA FRANCA


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