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Madame Satã – Um Musical Brasileiro, em cartaz de 6 a 9 de julho


O musical conta a peculiar biografia de João Francisco dos Santos - Madame Satã, o primeiro travesti do Brasil. O espetáculo traz à tona temas como a prostituição, a pobreza, o racismo, a homofobia e toda a violência da sociedade que se cala frente ao preconceito e à intolerância.

A montagem apresenta o personagem Madame Satã antes mesmo dele receber este nome. João Francisco dos Santos, um dos 18 filhos de uma família pobre, tornou-se figura mitológica da Lapa carioca. Analfabeto de pai e mãe, como ele costumava dizer, o artista Madame Satã é símbolo da incorporação de elementos da cultura ocidental europeia à malandragem carioca, com referência às manifestações africanas.

O espetáculo dá continuidade à pesquisa de linguagem do Grupo dos Dez, desenvolvida desde 2008, sobre os musicais brasileiros, investigando como a ancestralidade e a corporeidade negras podem contribuir para os espetáculos musicais tipicamente brasileiros. A montagem estreou em 2015 e percorreu diversas cidades brasileiras.

As danças afro-brasileiras dos terreiros de candomblé e das rodas de capoeira tornam-se parte do trabalho, tendo como método principal o treinamento para a capoeira angola, o samba de roda, a dança dos orixás e a dança contemporânea.

Madame Satã – Um Musical Brasileiro é o terceiro espetáculo do grupo dedicado à pesquisa de linguagem acerca do teatro musical e suas possibilidades. Ele completa a trilogia afro-mineira do diretor João das Neves, que também dirigiu Galanga – Chico Rei e Zumbi, outros dois espetáculos que abordam a temática do negro. Em breve, a dramaturgia será publicada em livro e a proposta do grupo é gravar um CD com as composições inéditas do espetáculo.

O diretor João das Neves destaca a contemporaneidade do espetáculo, ressaltando como a história de Madame Satã perpassa a vida de muitos outros brasileiros: “Madame Satã vive. Vive na pujança do movimento negro que exige o reconhecimento cada vez maior de seu papel de protagonista na construção de uma sociedade mais justa. Vive na dignidade de movimentos que lutam contra a discriminação de gêneros, seja ela qual for”, afirma.

O espetáculo será apresentado na CAIXA Cultural Curitiba (Rua Conselheiro Laurindo, 280), de 6 a 9 de julho - quinta-feira a sábado, às 20h. Domingo, às 19h. Ingressos a preços populares: R$10 e R$5 (meia).

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