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Obras dos cubanos Marco Castillo e Dagoberto Rodríguez são atrações no MON


O Museu Oscar Niemeyer apresenta até o mês de dezembro a mostra "Los Carpinteros: Objeto Vital". São cerca de 70 obras produzidas com a utilização criativa da arquitetura, da escultura e do design, por um dos coletivos de arte mais aclamados da atualidade; os cubanos Marco Castillo e Dagoberto Rodríguez – Los Carpinteros. O público pode acompanhar todas as fases do coletivo, desde a década de 1990 até obras inéditas, feitas especialmente para a exposição.

Os artistas mostram uma Cuba socialista, fechada politicamente, onde muitos objetos e produtos eram restritos ao conhecimento da população cubana. O que não impediu os artistas de expandirem sua arte para o mundo. Ainda que muitos artigos e materiais fossem distantes de suas realidades, isso se tornou um ponto questionar a vitalidade daquele objeto, e do objeto como fruto da arte. Aqui, a arte não desassocia das questões políticas e sociais.

Com curadoria de Rodolfo de Athayde, a exposição ocupará duas salas do MON, com mais de 60 obras: desenhos, aquarelas, esculturas, instalações e vídeos. O público poderá acompanhar todas as fases do coletivo, desde a década de 1990 até obras inéditas, feitas especialmente para a exposição no Brasil, a partir de ideias e desenhos anteriores.

A visitação pode ser feita de terça a domingo das 10h às 18h. Os ingressos custam R$ 16 e R$ 8 (meia). Maiores de 60 e menores de 12 anos têm entrada franca todos os dias.

A exposição será apresentada em três blocos:

Objeto de Ofício - Segmento dedicado ao primeiro período, determinado pela manufatura artesanal de objetos inspirados pelas vivências do cotidiano e o uso intensivo da aquarela como parte do processo de visualização da ideia inicial da obra. Os trabalhos são fruto da intensa troca criativa ocorrida durante o período da formação dos artistas, no Instituto Superior de Arte em Havana. Naturalmente, também refletem o contexto cubano dos anos 1990, em franca crise econômica.

Objeto Possuído - Apresenta o momento em que o trabalho de Los Carpinteros começa a ganhar representatividade em importantes coleções no mundo com obras que, para além das problemáticas especificamente cubanas, falam de questões existenciais universais.

Espaço-Objeto - Neste núcleo é dedicada atenção especial à arquitetura e às estruturas, temáticas constantes na obra dos artistas, que reiteradamente selecionam referências do entorno urbano para subvertê-las, ao alterar contexto e funcionalidade. Esse diálogo, característico do trabalho de Los Carpinteros, permeia toda a exposição e terá neste segmento um espaço reservado.

Sobre Los Carpinteros

Fundado em 1992, o coletivo reunia Marco Castillo, Alexandre Arrechea e Dagoberto Rodriguez, graduados pelo Instituto Superior de Arte de Havana. O nome foi atribuído aos artistas por alguns de seus colegas, em virtude da empatia com o material trabalhado e com o ofício que foi resgatado como estratégia estética. Em 2003, Alexandre Arrechea deixou o grupo e Marco e Dagoberto deram continuidade ao trabalho.

Los Carpinteros já expuseram em alguns dos maiores museus do mundo, como o MoMA e o Guggenheim em Nova Iorque, o Museum of Contemporary Art em Los Angeles e a TATE Gallery, em Londres. Já passaram também pelo México, Japão, França, Suíça, entre outros países. Os dois artistas que hoje compõem Los Carpinteros vivem e trabalham entre a capital cubana e Madri, na Espanha.

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