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Espetáculo “Mi Nombre es Tango” faz homenagem a Ney Traple, dia 21 de abril, em Ponta Grossa


Dalton Trevisan, no livro “Em Busca de Curitiba Perdida”, no qual narra uma viagem pela cidade e relembra cenas e cenários, escreveu “... não é a Curitiba para inglês ver, provavelmente a de Lerner, mas a cidade em passinho floreado de tango que girava nos braços do grande Ney Traple...”. O escritor fala do professor e precursor do tango na capital paranaense e homenageado no espetáculo “Mi Nombre es Tango”, que será apresentado no dia 21 de abril (sábado), no Cine Teatro Ópera, em Ponta Grossa (PR).

Ney Traple foi professor de tango dança de 1935 a 1967 em Curitiba. Sua filha Miriam seguiu seus passos se tornando a primeira bailarina da Academia de Danças do Círculo Militar de Curitiba, como partner do bailarino João Dionísio Leandro. Ela também foi classificada para o corpo de baile do Teatro Guaíra, conta Manuel Ortiz, produtor e coreógrafo do espetáculo. Pesquisador do tango, ele considera Traple como o primeiro professor de tango de Curitiba e Paraná.

“O espetáculo é um resgate das raízes do tango na capital paranaense e uma homenagem ao precursor dele na cidade”, sublinha.

O espetáculo

Ao som do bandoneón (principal instrumento musical utilizado na execução do tango) do argentino Martín Mírol, “Mi Nombre es Tango” conta ainda com o piano de Rodrigo Martín Vazquez, violino de Luiz Gustavo Menezes Ruivo Nascimento, viola de Renato Rossi de Camargo Lima e baixo de Rafael da Costa. Compõem ainda o espetáculo os bailarinos Anna Martinelli e Jorge Aquino, Ana Carolina Franke e Julian Cazuni e Ursula Hoffmann e Luis de Avanço.

“Todos esses artistas se unem a uma história de paixão em cada tango interpretado”, salienta o diretor e coreógrafo Ortiz.

O tango

O coreógrafo detalha que o tango, nascido em Buenos Aires, atinge e toma seu lugar na alta sociedade portenha e no mundo em 24 de outubro de 1917, quando Carlos Gardel canta “Mi Noche Triste” de Pascual Conturci, o primeiro tango cantado da história. Ortiz, também bailarino e maestro, lembra que nos anos seguintes, o tango entra em território brasileiro por meio de emissoras de rádio da Argentina, que transmitiam diariamente recitais de orquestras ao vido de Alfredo DÁngelis, Norberto Firpo e outros grandes nomes do tango argentino. A partir daí, ganhou espaço no país do samba, principalmente em cidades de Porto Alegre, Santa Catarina e Paraná. Em 2009, a Unesco declarou o tango Patrimônio Cultural "Imaterial" da Humanidade, como uma homenagem aqueles que mantiveram a tradição, transmitindo a poesia e a dança de geração para geração.

“Mi Nombre es Tango”, uma homenagem a Ney Traple, terá única apresentação em Ponta Grossa, no dia 21 de abril (sábado), às 20 horas. O local escolhido foi o Cine Teatro Ópera (Rua XV de Novembro, 468).

Ingressos: plateia (R$ 90,00 e R$ 45,00); balcão (R$ 70,00 e R$35,00), à venda na Loja XV Cartuchos – Rua XV de Novembro, 449 – Centro Informações Ingressos – (41) 3222 – 1414/ 3243–3686, e Fundação Municipal de Cultura de Ponta Grossa (42) 3222-3219

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