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Plebe Rude lança novo álbum, com show em Curitiba no dia 8 de junho


Uma das bandas mais emblemáticas do rock nacional, a brasiliense Plebe Rude chega a Curitiba em única apresentação, no sábado, dia 8 de junho, às 23 horas no Jokers (R. São Francisco, 164 – Centro Histórico). A banda - formada por Philippe Seabra (Voz/Guitarra), Clemente Nascimento (Voz/Guitarra), André X (Baixo) e Marcelo Capucci (Bateria) - desembarca na capital paranaense com a turnê de Primórdios, álbum lançado no ano passado que resgatou canções inéditas, compostas entre 1981 e 1983.

Mas no repertório não vão faltar os grandes sucessos do grupo como “Até quando Esperar”, “Censura” entre outros. O show de abertura da noite será com banda de Curitiba Relespública. Os ingressos (1º lote) custam R$50. Informações e reservas pelo tel: (41) 3324 2351.

A Plebe Rude - uma das primeiras bandas punks do país, surgida nos anos 80 – apresenta na sua maior parte canções compostas nos últimos anos da Ditadura Militar. A ideia do álbum surgiu após o lançamento do livro “Meninos em Fúria”, uma co-autoria do integrante Clemente Nascimento e do escritor Marcelo Rubens Paiva, quando Philippe Seabra viu a necessidade de também resgatar suas memórias para um futuro livro – ainda em fase de escrita.

Assista - “Até quando Esperar”

Durante suas pesquisas sobre as músicas iniciais, como foram feitas e inspiração por trás delas, junto com André X, Seabra percebeu a força daquele trabalho pioneiro, que ficou enterrado por baixo do peso do primeiro álbum, “O Concreto Já Rachou”, e do segundo “Nunca Fomos tão Brasileiros”. “Algumas músicas entraram nos primeiros dois álbuns, mas a maioria é inédita. Conseguimos resgatá-las graças às consultas ao jornalista Paulo Marchetti, e, além de jornalista, também pesquisador musical Olímpio Cruz Neto, que guardaram demos e gravações de shows raros”, explica Seabra.

“O resultado é mais que um resgate. É a comemoração de um tempo onde a música conectava as pessoas. Onde o faça-você-mesmo dependia de amigos, suor e lágrimas. Onde o mundo era muito maior do que parece hoje e tínhamos que nos unir para não sermos engolidos pelo sistema. São músicas rústicas, inocentes e simples, mas feitas numa época que o que importava era estar no palco cantando para gente igual a você, sobre problemas em comum: falta de perspectiva, tédio, desinformação, censura, controle e adolescência”, finaliza André.

Plebe Rude

A banda de rock formada em 1981, em Brasília, começou se destacando no meio punkrock por volta de 1982, numa época em que a efervescência roqueira da capital federal era grande. Intitulado “O Concreto Já Rachou”, o primeiro disco do grupo foi lançado em 1985, às vésperas da abertura política do país, em um período de redemocratização.

FOTOS: BRENO GALTIER

O segundo álbum, “Nunca Fomos Tão Brasileiros”, surgiu no contexto da criação da nova Constituição, em 1988. No terceiro disco, homônimo, a banda buscou explorar as raízes brasileiras, criando o embrião do forró-rock, que teve seu ápice anos depois com os Raimundos. Antes de darem uma pausa na carreira em meados da década de 90, o grupo ainda lançou o quarto disco, “Mais raiva do que Medo, de 1993”.

A Plebe Rude retornou às atividades em 2000, com o álbum ao vivo “Enquanto a Trégua Não Vem”. Quatro anos depois, o guitarrista Clemente Nascimento, da banda Inocentes, passou a integrar o grupo, trazendo um estilo mais punk agressivo ao quinto álbum de estúdio, “R ao Contrário” (2006). Cinco anos depois, a banda lançou um novo disco ao vivo, “Rachando Concreto”, ao vivo em Brasília. Em 2014, é lançado o “Nação Daltônica”, e em 2018, o DVD ao vivo “Primórdios”.

Informações RB Escritório de Comunicação

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