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Namastê, Djambi, Gazu e Makoto no palco do Tork’n’Roll, dia 9, em apoio a projeto social


Há 21 anos, o músico Celso Amorim criava em Curitiba o projeto "Padrinho Cultural", uma ideia que surgiu a partir da percepção do artista sobre o abandono cultural que tomava conta da periferia da capital e região metropolitana. E uma história que começou com apenas 15 alunos em poucos meses ultrapassou 200 crianças interessadas em aulas de música e teatro. Mas as atividades não ficaram só nisso, e ao longo dos anos já ofereceu também dança, ioga, inglês, italiano, musicalização e até um coral infantojuvenil. Atualmente, o Padrinho Cultural mantém três grupos de teatro e um orquestra de violões, no Litoral do Paraná.

Agora, depois de tanto tempo solidificado, o projeto celebra sua maioridade com uma festa ao som das bandas Namastê, DJambi, Gazu (ex-Dazaranha), e Makoto (ex-Afrikan Band). Será no próximo dia 9 de outubro, a partir das 18h, no Tork’n’roll (Av. Mal. Floriano Peixoto, 1695), em Curitiba. Os ingressos promocionais custam R$40 a meia entrada, válida com a doação de um quilo de alimento. A intenção é levantar fundos para que o projeto que já atendeu mais de 40 mil pessoas consiga continuar.

“Minha vida é dedicada ao Padrinho cultural 24 horas por dia. Acabei esquecendo do Celso”, diz ele, que chegou a deixar de pagar conta para investir no projeto, que depende totalmente de apoio.

FOTOS DIVULGAÇÃO / PADRINHO CULTURAL

A iniciativa já conquistou prêmios importantes, como figurar entre os 30 melhores projetos em concurso promovido pelo Unicef e um banco nacional. Viabilizado por parceiras com igrejas, escolas e associações de moradores, conta com professores voluntários, que recebem ajuda de custo. A venda de produtos como adesivos, camisetas, chaveiros, calendários e obras doadas por amigos parceiros de Amorim também ajudaram a manter o projeto até hoje. Outra fonte foram prêmios que ele conquistou participando de festivais de música e teatro, no Litoral do Estado.

“O Padrinho Cultural vai até os bairros, entra em comunidades que não têm acesso à cultura, regiões distantes sem cinema, sem teatro, com, no máximo, um campinho de futebol. Quando você oferece música e teatro chove gente interessada”, conta. Outro lado legal é o efeito do projeto nas pessoas que participam. “Atrai gente legal. E as crianças se sentem importantes quando a gente faz um trabalho em prol de comunidades. Criou-se uma consciência muito legal nesses adolescentes”, observa.

São muitas histórias que o emocionam para contar. Como a de Thiago, garoto de 10 anos que chegou com um violão todo estropiado. Juntaram os R$2 que o menino tinha com os R$3 que o professor encontrou no bolso compraram cola super bonder e é com este violão colado que o garoto está aprendendo a tocar. “É isso que me move, é o brilho no olhar dessas crianças. Se tiver pessoas, o projeto já funciona; se tiver dinheiro de apoio, mais ainda. É um trabalho sério, a gente vê a evolução”.

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