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MUPA, nova identidade do Museu Paranaense, será lançada em novembro com abertura de exposição de peç


O Museu Paranaense completou em setembro 143 anos de história, sendo o terceiro museu público mais antigo em funcionamento no Brasil. São 143 anos de intensa pesquisa científica, com ênfase nas áreas de história, arqueologia, antropologia, arte, geologia, zoologia e botânica. Junto com o aniversário, uma surpresa: a nova identidade que reposiciona a instituição, aproxima o museu ao público contemporâneo e olha para o acervo de forma consoante às temáticas atuais.

A proposta é dar mais visibilidade aos protagonistas da história da instituição, os intérpretes que atuaram na busca pela inovação, reforçaram a vocação ambientalista e marcaram o posicionamento do museu no mundo, sempre em equilíbrio com a memória e caráter locais. A vida dos nativos, estrangeiros, pesquisadores, viajantes, artistas, cientistas e estudiosos continuará a ser contada pelo Museu Paranaense de forma mais profunda e detalhada. Ganha ainda mais evidência também o acervo, que já soma mais de 800 mil itens.

MUPA

A nova logomarca forma o acrônimo MUPA, resultado da união das letras iniciais do nome do museu. A sigla é como um apelido, uma maneira de aproximar o público da instituição. O desenho parte do conceito-chave da variabilidade de acervos, pesquisas e atividades que o Museu Paranaense sempre promoveu. “Hoje somos um museu de história, arte, antropologia, arqueologia e todas as disciplinas relacionadas. Nossas exposições, pesquisas, atividades e até mesmo nossa arquitetura refletem essa diversidade”, comenta a diretora Gabriela Bettega.

Sinal dos tempos

Para apresentar a nova identidade, foi criada a campanha “Sinal dos tempos”, que será veiculada nas redes sociais da instituição acompanhada da hashtag #sinaldostempos. São fotos e vídeos que tentam sintetizar e traduzir a proposta por meio de elementos que representam características do museu: a rocha, o livro, o vidro e o ser humano.

Slide de vidro - Acervo Mupa - Foto: Ingrid Schmaedecke

“Esses elementos são trazidos como forma de representação de acervos, campos de estudo e os próprios pesquisadores. Os reflexos produzidos no vidro e superfícies espelhadas são metáforas da interdisciplinaridade, expressam a convergência de múltiplos olhares; os livros são ferramentas do mundo acadêmico, apresentam-se no imaginário da campanha como alegoria do pensamento histórico. A junção desses elementos traz a conotação do abrigo e preservação, inerentes ao próprio significado de museu”, explica a diretora, que completa “e o cenário da campanha representa o território natural onde o imaginário se abre para paisagens e temperaturas emotivas entre a cultura humana e a natureza, o momento presente e o perpétuo.”

Ephemera/Perpétua

No dia 28 de novembro será inaugurada a exposição de longa duração “Ephemera/Perpétua”, que ocupará três salas do andar superior do edifício histórico. Amplamente multidisciplinar, a exposição apresenta quase 200 peças do acervo do Museu Paranaense, um dos mais importantes da América Latina. Também serão incluídos objetos das coleções do Herbário Municipal de Curitiba, do Departamento de Zoologia da UFPR e do Museu Oscar Niemeyer.

Sinal dos Tempos - Foto: Mariana Alves

Ao mesmo tempo em que a mostra revela o museu sob novos olhares e interpretações, também permite que o brilhantismo de pesquisadores como Frederico Lange de Morretes, Günther Tessmann, Jesus Moure, Per Karl Dusén, Reinhard Maack, Vladimir Kozák e Wanda Hanke se destaque na mesma sintonia contemporânea da arte de Paulo Vivacqua, artista convidado que prepara uma obra especial e exclusiva para a exposição.

Seleção de propostas O Museu Paranaense promoverá um edital para selecionar propostas para ocupação da Galeria (espaço 9), área expositiva localizada no Térreo. Serão selecionadas quatro propostas expositivas a partir do tema da campanha “Sinal dos tempos”. Essas exposições serão de curta duração, permanecendo em cartaz por três meses cada. O museu contribuirá com os recursos para a expografia e material gráfico. A previsão é que o edital seja lançado em 2020.

Sobre o Museu

Idealizado por Agostinho Ermelino de Leão e José Candido Murici, o Museu Paranaense foi inaugurado no dia 25 de setembro de 1876, no Largo da Fonte, hoje Praça Zacarias, em Curitiba. Com um acervo de 600 peças, entre objetos, artefatos indígenas, moedas, pedras, insetos, pássaros e borboletas, era então, o primeiro no Paraná e o terceiro no Brasil. Em 1882, de particular transformou-se em órgão oficial de governo. A partir daí, passou a receber contínuas doações. Deixa de ser um simples depósito para ser um centro de instrução e pesquisa, propiciando a vinda de “missões científicas” para o Paraná. Foi dirigido por grandes nomes da sociedade paranaense, entre eles Agostinho Ermelino de Leão, Romário Martins e Loureiro Fernandes. Desde a sua inauguração o Museu Paranaense ocupou seis sedes, até fixar-se na atual, o Palácio São Francisco. Atualmente o Museu Paranaense desenvolve estudos nas áreas da Arqueologia, Antropologia e História. Sua nova sede está estruturada para a realização de projetos e atividades culturais, atingindo os diversos segmentos sociais. Possui laboratórios, biblioteca, auditório, além de salas de exposições permanentes e exposições temporárias. Destaque para o Pavilhão da História do Paraná que faz a “linha do tempo” desde a pré-história, 8000 anos antes da época atual, até o início do século XX, com a integração dos imigrantes ao nosso Estado.

Museu Paranaense Rua Kellers, 289, São Francisco – Curitiba/PR Visitação de terça a sexta-feira, das 9h às 17h30. Sábado, domingo e feriado, das 10h às 16h. www.museuparanaense.pr.gov.br | (41) 3304-3300 Entrada gratuita

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