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Babylon ganha videoclipe e Alfamor prepara lançamento do álbum de estreia

Faixa é o segundo single do disco Onça, que já tem data de lançamento: 04 de setembro.|

Alfamor é o projeto musical de Paola Alfamor, artista multifacetada, que transita pelas artes plásticas, pela tatuagem, fotografia, audiovisual e, também, pela música.


Em meio a pandemia da Covid-19, ela se viu obrigada a dar uma pausa no planejamento de lançamento de Onça (YBmusic), seu álbum de estreia, com produção de Saulo Duarte, que ficou para 04 de setembro.


Agora ela divulga o clipe de Babylon.


Assista:



Com direção de Paola e Ana Lu, a ideia do vídeo segue a onda da música em ser um hino feminista. Com uma mensagem bem direta, que evoca a liberdade de ser (“Estou saindo e vou lá fora, desprender meu corpo pelas ruas e avenidas”), Alfamor convidou diversas amigas para participarem do que vem a ser um clipe feito por várias mãos.


Porque isso né, sem financiamento algum, tudo na raça e na parceria. Mandei mensagem pra cada uma falando um pouco sobre a música e essa gana de encontro. Mandei pra manas mulheres cis, mulheres trans, não-binárias, drags e pras bi (meus amigues homens gays), porque em Babylon tenho a participação especialíssima de Bruno Capinam, minha mana querida, exatamente para expressar que esse grito de não! vem do feminino, das pessoas femininas contra esses modos machistas abusivos”, diz Alfamor.

E foi assim, com a iniciativa de Paola, Ana Lu e da produtora Yasmin Chiden, que o clipe nasceu. Filmado em São Paulo e Salvador, a gangue de Alfamor transita pelas ruas dessas cidades em uma onda envolvente mas, ao mesmo tempo, despretensiosa: “Tínhamos um roteiro simples, porém, verdadeiro (risos). A orientação era apenas curtirmos aquela tarde juntas ao som de Babylon em looping. E foi uma delícia, tanto em São Paulo quanto em Salvador!!!! Uma alegria que transparece com certeza no vídeo. Só tenho o que agradecer”, relembra a artista.


Babylon


Em Babylon, Alfamor apresenta um reggae manifesto, repleto de mensagens políticas sutis que valorizam a liberdade feminina. Não poderia ser diferente, já que faz parte da trajetória da artista reafirmar a luta contra o patriarcado e as diferentes nuances, enriquecedoras ou difíceis, de ser mulher na sociedade.


A música reverencia o momento da artista multidisciplinar que, depois de ter composições cantadas por nomes como Tulipa Ruiz, Mãeana e Saulo Duarte, assume o papel de dar voz aos seus próprios escritos.


Neste segundo single, referências-inspirações jamaicanas se misturam com a brasilidade latente do trabalho de Alfamor, marcada por tambores e vocais ritmados. A letra, composição dela, relembra que não é não e que, além disso, nossa decisão sobre como viver deve ser respeitada acima de tudo. 


Os sintetizadores de Zé Nigro e os teclados de João Leão trazem uma pegada pop à canção, que ainda conta com Thomas Harres na bateria, Mau no baixo, Saulo Duarte na guitarra e produção e Bruno Capinam nos vocais. 


Onça

Onça (YBmusic) é um álbum de composições autorais que aborda, em suas letras, temas contemporâneos e reflexões sobre sobre ser mulher, autoconhecimento, política e espiritualidade. Nos arranjos, a ancestralidade do tambor se faz presente, assim como a potência de ritmos como o reggae, o rock e latinidades, tudo sob uma ótica pop contemporânea em que a artista consegue expressar as nuances do seu cantar, ora mais suave, ora mais visceral.

Com produção de Saulo Duarte, que também atua como músico, o disco conta com participações especiais de artistas como MãeAna, Bruno Capinam e a dupla argentina Perotá Chingó. Além, é claro, do grande Mateus Aleluia, que traz todo seu axé em Paô, primeiro single lançado em novembro de 2019, já disponível em todas as plataformas.

O trabalho também conta com os músicos Thomas Harres, Klaus Sena, Mau, João Leão, Arthur Braganti, Zé Nigro, Victória dos Santos, Sthe Araújo, Luisa Lembruger, Gabi Guedes e vocais de Camila Costa, além de uma parceria com o poeta Arruda. 


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