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Companhia cria peças e performances cênicas voltadas à acessibilidade

Companhia Fluctissonante cria peças e performances cênicas que unem as duas línguas oficiais do Brasil: o Português e a Libras.|


São 10,7 milhões de pessoas com deficiência auditiva no Brasil, e desse total, 2,3 milhões têm deficiência severa, segundo o estudo feito pelo Instituto Locomotiva em parceria com a Semana da Acessibilidade Surda em 2019. E foi pensando em incluir essa população, bem como manter a acessibilidade para ouvintes, que a Companhia Fluctissonante nasceu, em 2017, idealizada pela atriz Helena de Jorge Portela.


A principal diferença das obras que a Fluctissonante propõe, das obras acessíveis da maioria das companhias de teatro, é que não se trata de tradução simultânea, mas do uso das duas línguas – Português e Libras - dentro das obras, transformando o desafio de se expressar em ambas as línguas, numa proposta de linguagem.


Com as restrições impostas na pandemia, ao invés de espetáculos de teatro, a companhia criou, gravou e está divulgando performances cênicas, duas delas sendo lançadas agora entre março e abril, com o apoio da Lei Aldir Blanc:


“Mulheres – Sinais de Suas Escritas”

Voltado para o público adulto, o espetáculo será apresentado de 15 de março a 02 de abril no Facebook (https://www.facebook.com/flucti ) e Youtube da Companhia (http://bit.ly/fluctissonante)


O projeto propõe 9 performances baseadas nas obras das escritoras Luci Collin, Leonarda Glück e Simone Magalhães, encenados em Português e Libras, com as atrizes Catharine Moreira, Helena de Jorge Portela, Mônica Tintore e Paula Roque. Os vídeos também têm descrição informal e são acessíveis para cegos, surdos, videntes e ouvintes.


“Conto com Libras”

Voltado para o público infantil, será apresentado de 27 de março a 10 de abril no Facebook (https://www.facebook.com/flucti ) e Youtube da Companhia (http://bit.ly/fluctissonante)


O projeto tem a direção de Nautilio Portela, e conta com a interpretação das atrizes surdas Catharine Moreira e Gabriela Grigolom e da atriz ouvinte Helena de Jorge Portela. Em cena, cada atriz interpreta uma lenda do folclore paranaense, a partir da tradução do texto de Português para Libras, feita pela intérprete de Libras Talita Sharon Simões : a Lenda da Gralha Azul (pássaro símbolo do Paraná) a Lenda das Cataratas (patrimônio natural da humanidade) e a Lenda do Monge da Lapa (cidade histórica do interior do estado do Paraná). Inicialmente criado para o teatro, a obra foi adaptada para o audiovisual, utilizando bonecos e marionetes em algumas histórias, além de animações digitais criadas pelo artista audiovisual Chico Paes, que foram projetadas no cenário.


“Músicas para ver e ouvir”

Voltado ao público adulto. Em cena, Helena de Jorge Portela e o músico Chico Paes apresentam um show onde Helena faz transposição de músicas originais do artista para a poesia em Libras. As canções valorizam música populares, principalmente o samba, e revelam a originalidade de Chico, que já teve faixas gravadas por nomes como Nelson Sargento e Letícia Sabatella. Além dos shows online, a dupla também produziu um mini documentário sobre o processo, com acessibilidade em Libras, ambos disponíveis online no Youtube da Companhia.


ASSESSORIA DE IMPRENSA E MARKETING DIGITAL: Platea Comunicação e Arte, Luísa Bonin, Thays Cristine

CRIAÇÃO E REALIZAÇÃO: Cia Fluctissonante

PRODUÇÃO E REALIZAÇÃO: Pomeiro Gestão Cultural

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura - Fundação Cultural de Curitiba, da Prefeitura Municipal de Curitiba e do Ministério do Turismo.





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