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Hipertrópico, de Londrina, lança primeiro EP independente

A ideia da banda surgiu em 2017 e traz em seu repertório uma sonoridade relacionada tanto a MPB, a nova MPB, quanto ao rock e ao folk. Traz guitarras não lineares, de um baixo mais livre e de baterias mais latinas.


Pra quem ainda não conhece, a banda Hipertrópico é formada por Fernando na voz e violão, Vinícius na guitarra e backing vocals, Roberto Moreira no baixo elétrico, Pedro Lot na bateria, e Rafael Ribeiro Félix no saxofone e outros sopros. Esses dois últimos integrantes vieram da banda Cabeça de Satélite, um outro projeto que Fernando também faz parte como guitarrista e vocal, pegando emprestado um pouco da força e energia desta banda.

"Hipertrópico é uma tentativa de extravasar sentimentos, buscando encontrar empatia e novas ideias, como em uma viagem a um local desconhecido", definem.

Nevilton, músico renomado no cenário nacional, ao ouvir a banda, disse que o seu som “deu vontade de ir dançar em volta da fogueira e curtir a vida com gente assim!”


O primeiro EP


Para as gravações do EP, Fernando Cacciolari gravou as vozes e violões, Vinícius Carneiro (Vulgar Gods, Reggae Viking) gravou violões, guitarras e backing vocals. O baixo acústico é de Mariana Franco Estigarribia (Vulgar Gods, Família Estranha e Caburé Canela) e a bateria é de Daniel Mancebo (Maracajá). Há também a participação de Sofia Pelegrini (Cascata Duo) tocando saxofone na faixa Tesouros, além do pianista Alessandro Campagna na faixa Mediterrânea, de Turim, Itália.


Eles contam que foi tudo de forma independente, em 2019, na casa de Marvin Portell mesmo. Foi ele quem gravou, mixou e masterizou o EP. As sessões de gravação também ocorreram no espaço cultural Espaçonave para a gravação do baixo, no estúdio Caverna com a gravação da bateria, e o saxofone gravado no estúdio Cão Diamante com a direção de Hermano Pellegrini.


Grande parte dos instrumentos foram gravados de forma acústica, com captação direta, não escondendo as texturas, toques de cada musicista e até pequenas falhas de cada instrumento, o que gerou essa atmosfera intimista, de música de câmara, que acrescentou muito no sentimentalismo das composições.


Uma das músicas é Mediterrânea, que conta, de forma singela, uma história real sobre uma busca de si mesmo pelo mundo, sobre os encontros e desencontros da vida, do amor, e de uma despedida, incerta, como tudo na vida.


Conheça agora "Mediterrânea":

Acreditamos que o clipe se conecta com a situação de quarentena que estamos passando. Neste momento em que o nosso ir e vir foi limitado por um bem maior, nos pegamos revisitando e ressignificando tantas memórias pessoais, como as imagens do clipe são. Esperamos que todos aprendam com esse período de reclusão o valor da liberdade, dos pequenos prazeres e momentos da vida, como fazer um passeio ao parque ou viajar à praia. Apesar da música falar de uma despedida, sua mensagem final é uma esperança de rever as pessoas que amamos novamente, de viver a vida lá fora. Tudo isso vai passar, esperamos.


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