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Mais de 19 mil pessoas visitam exposição Guarani Mbyá em Paranaguá

Mostra segue aberta para visitação até o final de 2026.

Exposição “Mbyá Rekó Arandu: A cultura Guarani Mbyá do Litoral Paranaense” | Foto: MAE/UFPR
Exposição “Mbyá Rekó Arandu: A cultura Guarani Mbyá do Litoral Paranaense” | Foto: MAE/UFPR

A exposição “Mbyá Rekó Arandu: A cultura Guara Mbyá do Litoral Paranaense” já recebeu mais de 19 mil visitantes desde sua inauguração, em julho de 2025. A mostra segue em cartaz até o fim de 2026 no Museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR (MAE/UFPR), em Paranaguá, e é uma realização da TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, em parceria com seis comunidades indígenas Guarani Mbyá do litoral paranaense, o MAE/UFPR, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e a Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental.


O maior número de visitantes em um único mês ocorreu em janeiro de 2026, durante o período de férias e de grande fluxo de turistas no litoral paranaense: cerca de 3,7 mil pessoas prestigiaram a exposição.


A mostra representa seis aldeias do litoral paranaense: Araçaí (Piraquara), Karaguatá Poty e Guaviraty (Pontal do Paraná), Pindoty (Paranaguá), Kuaray Haxá (Morretes) e Kuaray Guata Porã (Guaraqueçaba). Ao visitar o espaço, o público pode conhecer — pela ótica de pesquisadores indígenas — os vínculos entre espiritualidade, língua e território, bem como formas de organização social e estratégias de preservação dos modos de vida tradicionais.


A mostra segue aberta ao público até o fim de 2026 no Museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR
A mostra segue aberta ao público até o fim de 2026 no Museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR

Ao todo, a exposição reúne 28 fotografias, três vídeos inéditos e cerca de 12 objetos cerimoniais, como o Petynguá (cachimbo), Takuapu (bambu), Mbaraká (violão), Mbaraká Mirim (chocalho) e o Angu’apu (tambor). Os conteúdos abordam elementos centrais da cultura Guarani, como o território sagrado (Yvy Rupá), a casa de reza (Opy), o ritual de batismo (Nhemongaraí), os guardas espirituais (Xondaro), a língua Guarani e os lugares sagrados (Tava).


A curadoria da exposição foi conduzida ao longo de 2024 por meio de encontros entre representantes das aldeias, técnicos da Acquaplan e equipes do MAE/UFPR. Juntos, definiram as temáticas, os objetos e materiais da exposição, orientando a construção da mostra a partir das próprias memórias e perspectivas Guarani.

“Desde o início, nosso objetivo foi apoiar um projeto que refletisse os valores e as escolhas das próprias comunidades Guarani Mbyá. Mais do que uma ação cultural, essa exposição representa o fortalecimento de vínculos, o reconhecimento da diversidade e o respeito aos modos de vida que moldam a identidade do litoral paranaense”, afirma Kayo Zaiats, superintendente de Meio Ambiente da TCP.
Inaugurada em 2025, a mostra já recebeu mais de 19 mil visitantes em Paranaguá | Fotos: Divulgação
Inaugurada em 2025, a mostra já recebeu mais de 19 mil visitantes em Paranaguá | Fotos: Divulgação

Os colaboradores do Terminal tiveram uma oportunidade especial para fazer uma visita guiada à exposição durante a 10ª edição da Semana Interna do Meio Ambiente (SIMA), da TCP. A programação iniciou em 22 de abril e conta com diversas atividades que promovem educação socioambiental e uma postura mais proativa com relação a atitudes sustentáveis e à preservação do meio ambiente.


Visitação à mostra Mbyá Rekó Arandu: A cultura Guara Mbyá do Litoral Paranaense

A exposição segue aberta e com visitação gratuita de terça a domingo, das 8h às 20h, no MAE/UFPR, localizado na Rua XV de Novembro, 575 – Centro Histórico de Paranaguá. Visitas guiadas podem ser agendadas com no mínimo 5 dias úteis de antecedência por meio do Link


 

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