top of page
Buscar

Premiado e irresponsável, Caetano Galindo estreia no teatro com “Ana Lívia”, em Curitiba

Espetáculo da Cia.BR116 tem direção de Daniela Thomas e atuações viscerais de Bete Coelho e Georgette Fadel.

Espetáculo "Ana Lívia" estreia no Festival de Curitiba | Foto: Fernanda Baldo

Premiado como tradutor e contista, sucesso como ensaísta, o curitibano Caetano Galindo chega agora à Mostra Lucia Camargo no Festival de Curitiba com o seu primeiro texto para teatro. A tragicomédia “Ana Lívia” tem direção de Daniela Thomas e sessões nos dias 26 e 27 de março, no Teatro da Reitoria.


No enredo, duas atrizes, trancafiadas em um palco, sem cenário e sem saída, estão às voltas com uma conversa que uma delas não quer encarar. “A peça se constitui em torno dessa questão. É uma peça sobre morte e imortalidade, sobre a superação da morte através do teatro, da literatura”, define Galindo.


O texto foi uma encomenda da Cia.BR116 – Teatrofilme, de São Paulo. Antes disso, a experiência de Galindo com as artes dramáticas era mais a de um consultor, em montagens como “Língua Brasileira”, dos Ultralíricos, e “Molly Bloom”, também da Cia.BR116. O monólogo “Molly Bloom”, a propósito, foi protagonizado pela atriz Bete Coelho, de quem partiu o convite para o autor debutar como dramaturgo.


“Foi uma total aposta às cegas da Bete, num maluco que nunca antes tinha escrito um texto para teatro”, brinca. “Mas eu não sou de dizer não para proposta boa, por mais que seja meio irresponsável da minha parte.”
“A minha relação com teatro é estranha. No sentido objetivo, ela quase não  existe. Eu fui muito pouco ao teatro ao longo da minha vida”, revela Galindo. “Mas sempre tive muito interesse pelo texto dramatúrgico.”

No fim, o trabalho acabou sendo feito a muitas mãos, com a intensa participação de Bete Coelho e Georgette Fadel, que incorporam no palco as personagens da peça. “Eu perdi a conta de quantas vezes o texto foi e voltou com pedidos, sugestões, alterações. Devem ter sido umas doze, treze”, contabiliza. “Eu adoro essa ideia de perder o controle. Até cinco minutos antes da estreia, a gente alterou detalhes da encenação. Foi uma coisa muito coletiva, muito próxima.”


O espetáculo traz referências ao cânone da literatura universal, citando autores como James Joyce, Emily Dickinson e Dylan Thomas. É o tipo de texto “cabeçudo”, mas que não foge do riso. “Tem um momento em que vira quase um pastelão. Ao mesmo tempo, a gente espera que o público saia do teatro com algumas ideias mais inquietantes atrás da orelha.”


Professor da UFPR há três décadas, Galindo agora está ansioso pelo seu debute no Festival de Curitiba. “Tenho certeza que pra mim vai ser muito marcante. Espero que tudo o que já experimentei com esse trabalho se repita em Curitiba, que é a minha cidade, a minha casa. Ainda mais no Teatro da Reitoria. A universidade é o lugar em que eu praticamente moro.”


Serviço:

“Ana Lívia”

Mostra Lucia Camargo – 32º Festival de Curitiba

Datas: 26 e 27 de março, às 20h30

Local: Teatro da Reitoria

Classificação: 14 anos

Duração: 75 min

Gênero: tragicomédia

Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no ParkShoppingBarigüi - piso térreo - (Rua Pedro Viriato Parigot de Souza, 600 – Ecoville), de segunda a sábado, das 10h às 21h, e, domingos e feriados, das 12h às 20h.

Confira também descontos especiais para colaboradores de empresas apoiadoras, clientes Banco do Brasil, clubes de desconto e associações.


A Mostra Lucia Camargo é apresentada por Banco do Brasil, Sanepar e Tradener - Comercialização de Energia, com patrocínio de EBANX, Banco CNH Industrial e New Holland, ClearCorrect, Copel – Pura Energia, Brose, UNINTER e GRASP. Acompanhe todas as novidades e informações pelo site do Festival de Curitiba www.festivaldecuritiba.com.br, pelas redes sociais disponíveis no Facebook @fest.curitiba, pelo Instagram @festivaldecuritiba e pelo Twitter @Fest_curitiba.




Informações: André Nunes

15 visualizações

Comments


bottom of page