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Melina Mulazani e Luciano Faccini fazem show nesta sexta (7)


Os artistas Luciano Faccini e Melina Mulazani lançam novo álbum nesta sexta-feira, dia 7 de outubro, às 20h, no Teatro do Paiol. Com ingressos a R$ 10 e R$ 5 (meia), a apresentação faz parte do projeto Brasis no Paiol.

De gerações diferentes, Luciano e Melina se conheceram em um cabaré de rua, em 2015, que reuniu performances para saudar Gilda e Santa Maria Bueno. A primeira, lendária travesti curitibana conhecida por pedir um trocado ou um beijo, assassinada de forma violenta. A segunda, uma costureira degolada por seu suposto amante, não canonizada, mas cheia de milagres e devotos.

De carreira extensa, Melina é fundadora do grupo Mundaréu, do grupo vocal As Noivas do Allfreeddo e do Bloco pré-carnavalesco Garibaldis e Sacis. Luciano é compositor, articulador, integrante do Água Viva Concentrado Artístico e da banda e/ou.

Uma história úmida foi viabilizado por uma campanha de financiamento coletivo e gravado no Rio de Janeiro, em julho de 2016. O álbum conta com a parceria de Rafaela Prestes, produtora e designer de som, e a participação de Ary Giordani, Matê Magnanosco, Gustavo Fernandes Laiter, Leandro Teixeira, Luis Otávio Almeida e Manoel Cordeiro, além de um coro afetivo em uma das faixas. Quem assina a arte gráfica é Daniel Eizirik.

O show de lançamento conta ainda com a contribuição de Lu Falcon no figurino, Silvia Patzsch na iluminação e preparação corporal e Priscila de Morais como produtora. O trânsito e a rede de afetos que passa pelo Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul é bastante significativo para o trabalho, como três rios costurando uma mesma história.

Como parte deste trânsito, o álbum também percorre múltiplas relações da cidade com o tempo, sem evocar clichês do regionalismo. A essencial e sutil relação com a cidade não se encerra apenas em referências, mas também abre diálogos com artistas curitibanos seminais – e muitas vezes pouco conhecidos – como Raul Cruz, Carlos Careqa, Efigênia Rolim, Nhô Belarmino e Nhá Gabriela.

A proximidade, a interlocução e a parceria com diversos outros artistas é parte necessária para a construção atmosférica e o aprofundamento estético do álbum. Várias figuras são importantes para a fusão da dupla, entre elas o poeta Luis Felipe Leprevost, parceiro em duas canções-chave do álbum. Miro Spinelli, Francisco Mallmann e Janaína Matter também têm participações.


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