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Em turnê pela América Latina, Dire Straits Legacy faz bom show, mas não empolga em Curitiba


Formado por integrantes originais da banda britânica criada na década de setenta, o Dire Straits Legacy está novamente em turnê pelo Brasil, com músicos que participaram de formações variadas ao longo da trajetória do grupo. No show esta semana em Curitiba, para muitos, a falta do timbre e da guitarra de Mark Knopfler - voz, guitarra e autor das músicas do Dire Straites, foi sentida do início ao fim, mas não deixou a apresentação perder seu brilho, com um grupo dedicado em manter vivas as memórias e os grandes sucessos da banda, tais como "Solid Rock", "So Far Away", "Sultans of Swing" e "Walk of Life".

Eles costumam dizer que não são covers nem um tributo, apenas grandes músicos reunidos tocando as canções do Dire Straits. É como um legado deixado pela banda que marcou a geração de uma legião de fãs. E nesse quesito, o show não deixa nada a desejar. Talvez perca um pouco a empolgação pelo fato do público ter que assistir a tudo sentado, no Teatro Positivo, sem poder dançar ou interagir com os músicos, o que deixou o clima meio morno. Diferente da última apresentação da banda em Curitiba, em 2017, numa casa de shows em que o público pode dançar à vontade.

A história da banda começa em 1977, formada por Mark Knopfler (guitarra e vocais), seu irmão David Knopfler (guitarra), John Illsley (baixo) e Pick Withers (bateria). Porém, até chegar ao seu fim nos anos noventa, muitos músicos participaram de diferentes fases e álbuns. Marco Caviglia, um grande admirador e fã de Mark Knopler, propôs o retorno da banda num festival no norte da Itália, em 2013. Milhares de pessoas assistiram às cinco apresentações do projeto na época (sem David e Mark), servindo como um ponto de partida para a retomada do grupo.

Desde então, eles passaram a fazer várias turnês e pelo Brasil esta já é a terceira vez. Segunda em Curitiba.

Na formação atual estão Alan Clark (tecladista), Phil Palmer (guitarra e voz), Jack Sonni (guitarra), Mel Collins (Sax), Steve Ferrone (bateria), Trevor Horn (baixo), Marco Caviglia (voz e guitarra), e Primiano Dibiase (teclados).

No geral, eles mostram disposição e um bom desempenho na execução das músicas. O que parece ser o ponto alto é a presença do saxofonista Mel Collins, que tocou com o Dire Straits no álbum e turnê Love Over Gold, em meados de 1982, além do Twisting by the Pool. O músico de 71 anos arrancou suspiros da plateia nostálgica. Mel já tocou com os Stones, Camel, Eric Clapton, Joe Cocker e muitos outros. Provou que está em ótima forma musical!

O Dire Straits Legacy toca em Recife, Pernambuco, nesta sexta (05). Depois segue para apresentações em Salvador (06), Rio de Janeiro (07) e São Paulo (09), indo na sequência para Santiago (Chile) dia 10, e Buenos Aires (Argentina) no dia 11. No retorno da maratona pela América do Sul, eles passam ainda por Goiânia no dia 13 e Brasília dia 14 de abril.

Assista a alguns trechos do show em Curitiba:

Clique aqui para acessar a galeria de fotos

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