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Jornalista lança livro sobre discos de 1970 com feira de vinil, em setembro


O jornalista Aroldo Glomb lança no próximo mês o livro "Sobre o Som dos Setenta Vol. I : 1970". Será no dia 13 de setembro, às 19h, na Escola Portfólio (Rua Alberto Folloni, 634 A - Centro Cívico), em Curitiba. O evento contará também com uma mini feira de vinil.

A obra de Glomb traz resenhas de 20 discos de diversos estilos musicais, lançados apenas em 1970. O livro é o primeiro de uma série de 10 livros, que devem ser lançados nos próximos anos, cada um trazendo relatos sobre 20 discos, da década de setenta, que ele indicaria para qualquer pessoa do ano de 1970. São discos de rock, jazz, blues, soul e outras surpresas.

Esta é a primeira obra do jornalista, amante da boa música, colecionador de discos e organizador, ao lado de sua esposa, da tradicional Feira Vinil Vivo. No livro, Aroldo Glomb não ficou preso ao formato "discos de sucesso" e nem mesmo aos estilos musicais mais tranquilos de se escrever - falando até mesmo de música caipira.

A obra tem o apoio da Nova Garagem e da Let's Rock, que apostaram no projeto, e cada exemplar será vendido por R$60, no dia do lançamento, com autógrafo do autor. Haverá ainda um sorteio de cinco livros para quem participar do lançamento.

"Em 2017 criei um zine chamado Antigas Novidades do Rock, que teve apenas alguns exemplares. Eu escrevia, diagramava e distribuía tudo sozinho. Precisei parar com o projeto por outros compromissos como jornalista, mas durante este tempo eu sempre escrevia uma resenha ou outra e armazenava tudo. Agora, com o incentivo da minha esposa e após ver em uma publicação no Facebook um colecionador de discos mostrando alguns exemplares do meu antigo zine, me motivei para criar este projeto", explica o jornalista.

Critérios para a seleção

Inicialmente com mais de 50 discos, Glomb decidiu reduzir esta lista para 20 discos, explicando que listas muito grandes acabam virando um grande apanhado de tudo - muitas vezes sem critério algum — enquanto listas menores (estilo TOP 10) deixam de lado discos interessantes. Apesar de ser um amante do rock dos anos setenta, Glomb decidiu acrescentar nesta obra discos de outros estilos, sem preconceito. A regra adotada foi a de que se o disco era do agrado do autor e se possui uma qualidade musical interessante, entra no livro:

"Claro que eu poderia ir pelo caminho fácil e colocar discos clássicos que todos conhecem ou apenas discos obscuros, mas resolvi mesclar tudo. Entrou apenas discos que recomendo para meus amigos. Outro detalhe para a seleção foi a de não repetir nenhuma banda, o que já explica a presença do primeiro disco do Black Sabbath e a ausência do segundo disco chamado Paranoid, por exemplo".

Na obra convivem harmonicamente bandas de rock dos mais variados gêneros com jazz, blues, funk (americano) e artistas nacionais: "Fiz uma resenha para um disco de Oscar Peterson ouvindo o disco e passando o que sentia ao ouvir. Depois descobri que este disco nunca foi resenhado de maneira oficial e isso é legal. Coloquei também Tião Carreiro e Pardinho, esse sim um ponto fora da curva em uma primeira análise, mas Tião é o Muddy Waters brasileiro: mestre na viola, virtuoso, com todos aqueles sentimentos de quem vivia no interior e aquele vozeirão cantando a realidade no melhor estilo sertanejo raiz. É muito a pegada do blues e o brasileiro acaba nem conhecendo", finaliza.

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