Após grande demanda, "O Mercador de Veneza", com Dan Stulbach, anuncia sessão extra no Guairão
- Toca Cultural
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A produção teve ingressos esgotados nas temporadas de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre e Brasília e volta para Curitiba para apenas duas apresentações, no dias 8 de agosto.

O Mercador de Veneza, do dramaturgo inglês William Shakespeare (1564-1616), anuncia, enfim, seu retorno a Curitiba. Depois de fazer curta temporada na Caixa Cultural em 2025, a montagem desta vez estará em no Guairão no dia 8 de agosto, sábado, em duas sessões: às 16h e 20h. A peça tem direção de Daniela Stirbulov e é protagonizada por Dan Stulbach que dá vida ao marcante agiota Shylock em atuação deslumbrante.
O projeto é uma coprodução da Kavaná Produções e Baccan Produções e já passou por diversas cidades brasileiras, como Rio de Janeiro, Brasília, Recife, Curitiba e São Paulo, com sessões esgotadas e públicos variados. Desde a estreia, em abril de 2025, O Mercador de Veneza mantém uma trajetória consistente alcançando a marca de 60 mil espectadores.
O elenco também conta com Augusto Pompeo (Duque), Amaurih Oliveira (Lorenzo e Príncipe de Marrocos), Cesar Baccan (Antônio), Gabriela Westphal (Pórcia), Júnior Cabral (Graciano), Marcelo Diaz (Lancelotte Gobbo), Marcelo Ullmann (Bassânio), Maria Clara Strambi (Jéssica), Rebeca Oliveira (Nerissa), Renato Caldas (Solânio e Tubal) e Thiago Sak (Salarino e Príncipe de Aragão).
A trama acompanha Antônio, um mercador que contrai uma dívida com o agiota judeu Shylock para ajudar seu amigo Bassânio. Como garantia, Antônio afiança uma libra de sua própria carne. O não pagamento da dívida desencadeia um julgamento dramático, colocando em pauta temas como justiça e preconceito.
“Lidar com os desafios shakespearianos é abrir espaço para o risco, para o confronto com o que somos — e com o que podemos ser. E expandir o entendimento sobre a vida: as relações humanas em sua complexidade e contradições. Vilões e heróis se confundem nas máscaras sociais. A obra, atravessada por tensões religiosas e preconceitos, nos confronta sobre intolerância, identidade e justiça — temas tão atuais quanto no tempo em que foi escrita”, reflete Daniela Stirbulov.
O espetáculo transporta a trama da Itália do século XVI para um cenário contemporâneo, onde questões como antissemitismo, preconceito racial e as guerras motivadas pelo capital ganham mais força. Nesta montagem, Shylock é elevado a protagonista, e a história é narrada a partir de seu ponto de vista.
A encenação utiliza uma estrutura acrílica transparente elevada no centro do palco, que serve de tablado para os atores. No alto, um painel circular de LED exibe palavras, frases e imagens ligadas à ação, captadas em tempo real por um operador de câmera. A música é executada ao vivo por uma baterista no palco.
“Estar à frente da direção me possibilitou criar um universo contemporâneo. A história, escrita no contexto do capitalismo emergente do século XVI, foi transportada para os anos 1990 — década marcada pela aceleração da globalização e pelo surgimento de uma nova ordem mundial. Estabelecemos a Bolsa de Valores como espaço central, implantando a atmosfera das negociações financeiras do tempo presente e o dinheiro como motor principal das relações”, explica a diretora.
SERVIÇO:
"O Mercador de Veneza".
Dia 8 de agosto. Sábado, às 16h e 20h
Teatro Guaíra – Rua Conselheiro Laurindo 175 Curitiba PR
Classificação: 12 anos.
Duração: 95 minutos.
Ingressos: a partir de R$80,00 + taxas:
















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