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Bryan Adams lota a Live Curitiba em noite de clássicos e emoção

Público enfrenta obstáculos na pista, mas se rende a mais de duas horas de show e ao carisma do cantor canadense, que abriu a apresentação em palco improvisado no meio dos fãs.

Bryan Adams, potência vocal intacta após 45 anos de carreira | Foto: Lana Seganfredo
Bryan Adams, potência vocal intacta após 45 anos de carreira | Foto: Lana Seganfredo

Difícil encontrar quem não tenha saído impressionado com o que Bryan Adams entregou na noite de casa cheia na Live Curitiba. O veterano canadense mostrou que, mesmo após décadas de estrada, mantém a mesma energia e o mesmo carisma que o tornaram um ícone do rock romântico.


Antes mesmo de pisar no palco principal, Bryan surpreendeu o público: um pequeno palco foi montado no meio da pista, e ele surgiu ali, lado a lado com os fãs, para cantar as duas primeiras músicas. Um gesto de proximidade raro, que arrancou aplausos e mostrou o quanto ele valoriza essa conexão direta com quem o acompanha há tanto tempo.


Ele foi um show de simpatia, conversou com a plateia, pediu em determinado momento se o público queria que ele falasse mais devagar para que todos pudessem compreender seu inglês, e agradeceu a presença de todos, destacando estar feliz por ser sua primeira vez em solo curitibano.


Público que comprou área da pista, precisou assistir show atrás de pilastras e placas.
Parte do público que comprou ingresso para pista, precisou assistir show atrás de pilastras e placas.

Para quem não conseguiu pagar o ingresso premium — com direito a cadeiras e visão privilegiada — a noite exigiu paciência. Os pilares laterais da Live e os totens indicativos instalados em locais inadequados atrapalharam a visibilidade de parte da pista, o que rendeu algumas reclamações. Ainda assim, ninguém parecia querer perder um segundo do espetáculo. Nem mesmo duas fãs que conhecemos em meio a muvuca, que compraram os ingressos essa semana, a mais de 400 reais cada, pra ver o show atrás de uma grade e uma pilastra. Uma delas estava comemorando aniversário e, de tão ansiosa, disse que nem assim isso desabonaria o investimento no show.


O espetáculo foi extenso e generoso: mais de duas horas e um repertório com quase 30 músicas, mesclando clássicos irresistíveis como Summer of ’69, Heaven, (Everything I Do) I Do It for You, Run to You e Can’t Stop This Thing We Started com sucessos mais recentes.


Não houve quem não cantasse junto o hit "Have You Ever Really Loved A Woman?", um marco na carreira de Bryan Adams, e que fez parte da trilha sonora de "Don Juan de Marco", lançado nos cinemas em 1994. Aliás, flagramos fãs do filme falando sobre isso aos mais novos, que, demonstravam, surpreendentemente, desconhecer a película.


Bryan Adams completou recentemente mais de 45 anos de carreira, e é impressionante como sua potência vocal permanece intacta. A voz rouca e inconfundível, que marcou gerações, segue firme e afinada, sustentando notas com a mesma energia dos tempos de auge. Sem recorrer a truques ou playback, ele mostrou força, controle e presença — entregando cada verso com emoção genuína e a segurança de quem ainda domina o palco como poucos.


Entre o rock, o romantismo e a entrega total no palco, Bryan Adams provou que continua sendo um artista de verdade — desses que não dependem de efeitos, apenas de uma boa canção e da força de quem sabe tocá-la com alma.


Depois do Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba, a próxima parada da "Roll With The Punches Tour" será no Auditório Araújo Vianna em Porto Alegre, na quarta-feira, 11 de março. Ainda é possível encontrar alguns ingressos disponíveis no site da Eventim.


Desta vez, não há fotos profissionais do Paulo Borges ou vídeo de resumo no canal da Toca Cultural, pois não foi permitido filmar e fotografar. Acompanhe nossas redes sociais (Insta e TikTok) com trechos curtos dos melhores momentos.


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