top of page

Entre páginas e florestas, Luiz Villares traz ao Namata os ecos de um planeta em transformação

há 5 horas
3 min de leitura

Ambientalista lança "Ecos do Antropoceno" em 17 de outubro, em São José dos Pinhais, durante encontro que aproxima o Sul do Brasil da Amazônia

Luiz-Villares-Credito-Romulo-Fialdini.jpg
Luiz Villares | Foto: Romulo Fialdini

O que o crescimento da economia tem a ver com as enchentes, a destruição das florestas e o futuro das próximas gerações? Essa relação atravessa as páginas de Ecos do Antropoceno, livro do ambientalista Luiz Villares que será lançado no dia 17 de outubro, no Espaço Namata, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A apresentação integra o Dia da Amazônia, encontro que reúne natureza, gastronomia e conhecimento para fortalecer os vínculos entre o Sul do Brasil e a região amazônica.


Publicado pela Casa Matinas, o livro reúne quase três décadas de atuação, estudos e reflexões do autor sobre sustentabilidade. Sua trajetória começa na mobilização pela defesa do Parque Estadual de Ilhabela, passa pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente de São Paulo e chega à Fundação Amazônia Sustentável (FAS), onde foi diretor financeiro por 16 anos.


Essa experiência serve de ponto de partida para uma discussão que ultrapassa as fronteiras do ambientalismo. Ao analisar aquecimento global, desmatamento e desastres climáticos, Villares coloca os modelos de crescimento econômico e a financeirização, ou seja, a crescente influência da lógica financeira sobre a economia, no centro do debate. A tese apresentada é que a transição para um mundo sustentável exige mudanças profundas na maneira como se produz, se investe e se mede o desenvolvimento. “Este é o paradoxo contemporâneo: quanto mais cresce o PIB global, mais crescem os desastres ambientais e ecológicos e, pior, em ritmo mais rápido do que as soluções que poderiam mitigar os problemas”, afirma Villares.


Ao longo da obra, o autor confronta os recursos destinados à prevenção com os custos da reconstrução após as catástrofes. Seu argumento é que antecipar riscos e investir em adaptação climática representa uma escolha mais sensata, inclusive do ponto de vista econômico, do que reparar continuamente os danos. O livro também questiona as prioridades dos investimentos globais e discute como recursos empregados em combustíveis fósseis e armamentos poderiam contribuir para a transição energética.


A desigualdade social ocupa lugar central nessa análise. Villares destaca que as populações mais pobres estão entre as mais expostas às consequências do aquecimento global, embora tenham menor responsabilidade pelas emissões. A perda de moradias, renda e condições de subsistência aprofunda vulnerabilidades já existentes, tornando a justiça climática parte inseparável da discussão sobre desenvolvimento.


O futuro também passa pelas cidades

A reflexão alcança a vida urbana. Em um capítulo dedicado às cidades, Villares aborda a financeirização imobiliária e a necessidade de planos de adaptação climática. O debate aproxima a escala global das decisões sobre ocupação do território, infraestrutura e proteção das pessoas diante de eventos extremos.


A obra também examina as políticas ambientais da China, as novas demandas de energia dos grandes centros de processamento de dados, a importância da água, o desaparecimento das abelhas e a degradação dos recifes de coral. Conceitos como ecocentrismo, que coloca os ecossistemas no centro da reflexão, e Green New Deal, que associa transformação econômica e enfrentamento da crise climática, ajudam a apresentar caminhos possíveis.


O panorama inclui discussões sobre os resultados da COP30, realizada em Belém em novembro de 2025, e as oportunidades que se abrem para o Brasil. A Amazônia aparece como território decisivo para pensar soluções que conciliem conservação, sociobiodiversidade e desenvolvimento.


O título remete ao Antropoceno, conceito usado para discutir a dimensão das alterações provocadas pela ação humana no planeta. Na interpretação de Villares, é a idade “em que começamos a extrair da natureza mais do que ela é capaz de nos oferecer”.


Literatura e conexão com a Amazônia

Com formação em gestão internacional, Villares também escreve artigos e estudos acadêmicos sobre sustentabilidade e é colunista do jornal Público Brasil. Sua trajetória inclui atuação em organizações socioambientais, além da música e da navegação.


A preocupação ambiental se estende à produção editorial. Segundo a Casa Matinas, a publicação utiliza impressão sob demanda, papel Pólen Natural e tinta à base de água, com escolhas gráficas orientadas à redução de desperdícios.


No Namata, o lançamento integra uma proposta de aproximação duradoura entre empresas, instituições, organizações e pessoas interessadas no futuro da Amazônia. O encontro pretende estimular parcerias, valorizar ingredientes e produtos da floresta e ampliar o diálogo sobre soluções de desenvolvimento sustentável.


Serviço:

Lançamento de “Ecos do Antropoceno”, de Luiz Villares — Dia da Amazônia no Espaço Namata

Data: 17 de outubro de 2026

Local: Rua Marcos Foggiatto, 121, bairro Aristocrata, São José dos Pinhais (PR)

Reservas: WhatsApp (41) 99236-9257

Participação no evento: valor promocional antecipado de R$ 125 por pessoa, incluindo atividades externas e almoço. Bebidas cobradas à parte.

Livro: Casa Matinas, 154 páginas. Preço de capa: R$ 64,90 em brochura e R$ 84,90 em capa dura.

Informações: espaconamata.com.br | Instagram: @espaconamata


Informações: Rafaela Salomon

Comentários


Não é mais possível comentar esta publicação. Contate o proprietário do site para mais informações.
bottom of page