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Ravi Brasileiro grava espetáculo Quiçá que Sacudisse em Curitiba

Projeto Música no Paiol, promovido pela Fundação Cultural de Curitiba, adota formato digital e desafia artistas em shows sem plateia.|

Show de Ravi Brasileiro no Paiol | Fotos: Oruê Brasileiro

No palco, os artistas. Na plateia, as câmeras! Assim foi adaptado o projeto Paiol Musical, que em seu terceiro ano consecutivo pela primeira vez adotou um formato sem plateia por conta da pandemia de coronavírus.


Entre os vinte artistas selecionados está Ravi Brasileiro, cantor e compositor curitibano que experimentou o novo formato proposto. Nos 22 anos de carreira, já havia feito diversos trabalhos audiovisuais, mas um espetáculo inteiro nesse formato foi algo absolutamente inédito.

“Confesso que foi algo novo e até estranho em vários aspectos, que parecem pequenos, mas fazem muita diferença pra mim. Até mesmo a iluminação do espetáculo muda, tudo mais claro, porque ela foi concebida para as câmeras. A vibração dos aplausos são como um termômetro de como cada canção mexeu com as pessoas. Uma risada ali, gente cantando lá, aquele olhar hipnotizado, um bebê falando… Pra mim não são detalhes, são vidas pulsando comigo, que transformam completamente a performance, porque me emocionam. Ali, sem essa presença, o desafio é abstrair o vazio e buscar a conexão pela memória", conta o artista.

Estar acostumado ao contato com o público é algo corriqueiro para quem vive de arte. Mas, em 2020, esse habitual contato passou por transformações, há quem chame de “novo normal”, devido a pandemia de coronavírus que impôs o distanciamento e o isolamento social desde o mês de março em todo o país.


Quiçá que Sacudisse


O espetáculo Quiçá que Sacudisse já foi apresentado em 2016 por Ravi Brasileiro, no entanto, para o Paiol Musical de 2020, o show passou por uma grande reformulação, trazendo mais maturidade e modernidade. São 14 canções que se conectam entre si durante toda a apresentação.


“Mexemos bastante na estrutura e na textura sonora, utilizando elementos eletrônicos, produzindo coisas novas e também reciclando a produção de discos anteriores. O baixo, por exemplo, deixou de ser tocado ao vivo e foi substituído por sons ‘bastante malucos’, propiciando texturas curiosas e especiais para cada canção”, afirma Ravi.


A concepção desse novo espetáculo aconteceu de forma coletiva, mesmo que cada um estivesse em sua casa, devido ao isolamento social, os ensaios aconteceram, muitas vezes, de maneira virtual.


“O trabalho de pré-produção foi fundamental para o crescimento do espetáculo. Foi um processo diferente e intenso, construído durante meses com outros artistas, tudo feito em conjunto. Os arranjos tiveram uma construção coletiva em que contei muito com a participação do Lucas Abreu (programações, percussão e tecladista) e do Sérgio Monteiro Freire (saxofones, guitarra e programações)”, destaca Ravi, que além dos parceiros musicais já citados, contou com três participações especiais: Janaina Fellini, Laura Binder e Otto Brasileiro.


O vídeo foi gravado pela Fundação Cultural de Curitiba que vai disponibilizar o material em breve.


Paiol Musical


Pela primeira vez em três anos, o projeto acontece sem plateia. “Este programa tão bem sucedido nos últimos dois anos teria que acontecer. Dessa forma garantimos o seu desenvolvimento, o reencontro dos músicos de forma segura e a produção de conteúdo de excelência para utilizar nos nossos espaços”, diz Marino Galvão Jr., diretor executivo do Instituto Curitiba de Arte e Cultura, responsável pelo desenvolvimento do programa.



Os shows gravados no Projeto serão transmitidos durante a programação artística da Oficina de Música de Curitiba e nas comemorações dos 50 anos do Teatro do Paiol, que acontecem em 2021.


“A produção toda da equipe ficou sensacional e desejo que através desse espetáculo minha música reverbere e que as pessoas sejam impactadas por ela de maneira positiva”.

Sobre Ravi Brasileiro

A fluidez, diversidade e a liberdade rítmica são características marcantes nos 22 anos sua trajetória artística. Ravi Brasileiro mergulha no jazz, no soul, no reggae, na música caribenha e fundamentalmente na amplitude da música brasileira, sem parcimônia para mesclar universos distintos. Desde 1998, o artista se dedica à pesquisa de diversos gêneros musicais, comprometido em encontrar caminhos inusitados.


Ravi já se apresentou em diversos palcos, destaque para a Corrente Cultural Waltel Para Todos, dividindo o palco com Paulinho Moska, Lenine e Uakti; Vozes da Cidade e Teatro do Paiol, bem como uma turnê internacional pelo México e Guatemala.


Informações / Colaboração - Janaína Fogaça, Descomplica Agência de Mídias



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