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Tortas de Carambeí conquistam Indicação Geográfica no Brasil

Conquista valoriza tradição gastronômica ligada à colonização holandesa e reforça o protagonismo do estado no cenário nacional.

Reconhecimento é o 151º do país e o 23º do Paraná | Foto: Divulgação NoarComunicação
Reconhecimento é o 151º do país e o 23º do Paraná | Foto: Divulgação NoarComunicação

As tradicionais tortas de Carambeí foram oficialmente reconhecidas, nesta quarta-feira (21), como Indicação Geográfica (IG), consolidando o doce como um dos produtos brasileiros com reconhecimento de sua identidade territorial. A conquista marca a 151ª IG do Brasil e a 23ª do Paraná, reforçando o protagonismo do estado no cenário nacional.


A Indicação Geográfica é concedida a produtos ou serviços que apresentam características únicas diretamente relacionadas ao território, ao modo de produção e à tradição local. No caso das tortas de Carambeí, o reconhecimento valoriza uma herança cultural construída a partir da colonização holandesa, preservada ao longo de gerações e que se tornou símbolo da cidade nos Campos Gerais.


Para o cozinheiro e especialista em Indicações Geográficas Rui Morschel, o selo vai muito além da gastronomia.

“Cada IG representa pessoas, famílias e comunidades inteiras. Quando um produto como a torta de Carambeí recebe esse reconhecimento, ele passa a carregar oficialmente a história, o saber-fazer e a identidade de um território. Isso gera orgulho local, fortalece a economia e ajuda a preservar tradições”, afirma.

Morschel, que estuda e divulga as Indicações Geográficas brasileiras desde 2020, destaca que o Brasil ainda está em fase de amadurecimento nesse tema. “Temos pouco mais de 150 IGs, enquanto a Europa soma milhares. Isso mostra o quanto ainda podemos avançar. Produtos como as tortas de Carambeí ajudam a mostrar a riqueza cultural e gastronômica do país”, avalia.

O cozinheiro inclusive lançou no final de 2026 uma websérie, batizada de Contém BR, que percorreu o Brasil para mostrar histórias, tradições e identidades preservadas pelas IGs. Trabalho semelhante já havia sido feito por ele em 2020 e 2022, quando gravou sobre o assunto no universo paranaense.

O cozinheiro e especialista no assunto, Rui Morschel, parabeniza a conquista | Foto: Divulgação NoarComunicação
O cozinheiro e especialista no assunto, Rui Morschel, parabeniza a conquista | Foto: Divulgação NoarComunicação

Segundo o especialista, o impacto do reconhecimento de uma IG pode ser direto na cadeia produtiva local, com aumento de visibilidade, valorização do produto e fortalecimento dos produtores. “Quando a origem passa a ser reconhecida oficialmente, o produto ganha valor simbólico e econômico. É um passo importante para proteger e promover as raízes de cada região”, completa.


Com a nova Indicação Geográfica, Carambeí passa a integrar o seleto grupo de territórios brasileiros que têm seus produtos reconhecidos nacionalmente pela origem, tradição e identidade, reforçando o papel do Paraná na valorização das origens brasileiras.


As IG’s do Paraná

Além das tortas de Carambeí, as outras Indicações Geográficas já concedidas ao Paraná são:


- Broas de centeio de Curitiba;

- Cracóvia de Prudentópolis;

- Carne de onça de Curitiba;

- Café de Mandaguari;

- Urucum de Paranacity;

- Queijo colonial do Sudoeste do Paraná;

- Mel de Ortigueira;

- Queijos coloniais de Witmarsum;

- Cachaça e aguardente de Morretes;

- Melado de Capanema;

- Cafés especiais do Norte Pioneiro;

- Morango do Norte Pioneiro;

- Vinhos de Bituruna;

- Goiaba de Carlópolis;

- Mel do Oeste do Paraná;

- Barreado do Litoral do Paraná;

- Bala de banana de Antonina;

- Erva-mate de São Mateus;

- Camomila de Mandirituba;

- Uvas finas de Marialva;

- Ostras de Cabaraquara;

- Ponkan de Cerro Azul.



Informações: Amanda Pacheco Kasecker | Noarcomunicação



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