Relentless - 30 Anos de Sepultura

Por: Paulo Sérgio de Oliveira Borges
Contato: paulo.o.borges@icloud.com

Escrito por JASON KOROLENKO, “Relentless” é uma excelente opção para quem quer conhecer um pouco mais sobre o maior fenômeno musical brasileiro de todos os tempos; o SEPULTURA.

 

Quem gosta de ler biografias, certamente concorda que muitos autores utilizam a infância dos sujeitos retratados para engordar o texto do livro, com depoimentos pouco interessantes. Esse livro é o oposto, afinal estamos falando de uma banda com mais de 30 (trinta) anos de carreira, com 14 (quatorze) álbuns de estúdio, e que ganhou impressionantes 6 (seis) prêmios no VMA e outros 6 (seis) no VMB. Ou seja, tem muita história pra contar!

 

Trata-se de um registro detalhado do apoio incondicional da família na formação da banda (principalmente de Vânia, mãe dos irmãos Max e Igor Cavalera), da rapidez com que alcançaram o sucesso (apesar do baixo investimento da gravadora), da mudança para os Estados Unidos, dos conflitos que motivaram as rupturas dos ex-membros, e tudo mais o que faltava ser esclarecido aos fãs mais sérios.

 

Interessante é que, apesar da evidente mágoa que existe entre os egos que se cruzaram durante a trajetória da banda, muito pouco se fala a respeito de brigas e discussões, confirmando que o SEPULTURA não lamenta o passado. Eles focam no futuro.

 

Além disso, todos os álbuns até 2013 foram exaustivamente comentados pelo autor, música por música, revelando o árduo processo criativo e a busca incessante pela evolução musical da banda, além de menções ao feedback da crítica e dos fãs.

 

Com 328 páginas, a edição traduzida para o português é de 2016 e já traz o posfácio de novembro de 2015, o que torna a nossa versão a mais atualizada até o momento.

BÔNUS: Lançamento do álbum MACHINE MESSIAH

 

​É bem oportuno falar sobre o livro dos caras neste momento, pois há poucos dias eles lançaram o mais novo álbum da carreira; MACHINE MESSIAH.

 

A primeira música mergulha o ouvinte em uma atmosfera caótica, com riffs de guitarra mais lentos, bateria grave e baixo profundo. O vocal de Derrick Green é, de longe, o mais acertado da sua carreira no SEPULTURA.

 

De cara, nota-se que a banda trouxe para dentro do álbum um pouco dos trabalhos paralelos que seus membros individualmente desenvolveram ao longo da carreira, lançando mão de artifícios sonoros extraordinários, a exemplo do teclado que se faz presente em algumas canções.

 

Esse álbum é o melhor da Era pós Max Cavalera, e talvez um dos melhores de toda carreira da banda. E não poderia ser diferente, afinal, os anos de experiência agregaram altas doses de maturidade musical aos compositores, com destaque aos riffs simples e pesados de guitarra, e a bateria monstra de Eloy Casagrande.

 

Quer saber um pouco mais sobre a gravação do novo álbum? Assista a série “Machine Messiah: Studio Diary”, disponível no canal do Youtube da Nuclear Blast.

 

Vida longa ao SEPULTURA. \m/

 

Esse artigo foi escrito ouvindo o álbum MACHINE MESSIAH do SEPULTURA.

Ouça também no link do Itunes abaixo.